- A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou Armando Mendonça réu por quatro crimes relacionados à gestão de materiais da Nike, dando-lhe dez dias para defesa após intimação.
- A decisão, assinada pela juíza Amanda Eiko Sato, aponta indícios de autoria e materialidade dos crimes.
- Medidas cautelares solicitadas foram rejeitadas: suspensão do quadro de associados e proibição de acesso ao clube não foram aceitadas; afastamento voluntário de trinta dias foi considerado suficiente.
- O promotor Cássio Roberto Conserino informou que pretende recorrer da decisão que rejeitou as medidas cautelares.
- Segundo o Ministério Público, Mendonça teria se apropriado de cento e trinta e um itens fornecidos pela Nike, tentado obter dezenove camisas especiais com patch da NFL, ficou com oito unidades da edição comemorativa e teria ameaçado duas testemunhas.
A Justiça de São Paulo tornou Armando Mendonça réu. O vice-presidente do Corinthians teve a denúncia do Ministério Público aceita e responderá a quatro crimes, com prazo de defesa de 10 dias após a intimação. A notícia foi divulgada pelo portal ge.
A denúncia aponta irregularidades na gestão de materiais esportivos da Nike. O Ministério Público acusa Mendonça de apropriação indébita agravada continuada, tentativa de apropriação indébita, furto qualificado por abuso de confiança e coação no curso do processo. A decisão foi assinada pela juíza Amanda Eiko Sato, da 25ª Vara Criminal do Foro Central Criminal da Barra Funda, na terça-feira (23).
A magistrada rejeitou pedidos de medidas cautelares, como suspensão de associados e proibição de acesso ao clube. Foi determinado o afastamento voluntário do dirigente por 30 dias, sem que haja impedimento de contato com a diretoria do Corinthians. O promotor pretende recorrer da decisão.
Entenda o caso
Uma auditoria interna encomendada pelo presidente Osmar Stabile, conduzida pelo diretor de tecnologia, apontou irregularidades na gestão de materiais fornecidos pela Nike. Mendonça foi colocado no centro das inconformidades pela análise do MP, que envolve 131 itens mal conseguidos, segundo a denúncia.
Armando Mendonça nega irregularidades. Ele atribui o descontrole na retirada de materiais à gestão de Augusto Melo e sustenta que a administração atual corrigiu problemas. Também contesta a auditoria, afirmando que o documento contém falhas.
O Ministério Público acusa o vice-presidente de ter ficado com 131 itens da Nike, tentado obter 19 camisas com patch da NFL e ficado com oito unidades de uma edição comemorativa. Além disso, diz que houve ameaças a duas testemunhas durante a investigação.
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