- José Lamacchia, dono da Crefisa, manteve o apoio ao presidente Pedrinho e afirmou que, ele e o filho, Marcos Faria Lamacchia, vão reerguer o Vasco, mesmo com o afastamento judicial da SAF.
- O empresário acusou a oposição de irresponsabilidade e de tentar levar o clube à insolvência, dizendo que eles querem mandar e que o Vasco não tem dinheiro para pagar folha.
- Revelou que o plano da nova gestão incluía reestruturação do futebol, construção de um centro de treinamento moderno na Zona Sul e uma festa já programada para julho.
- Negou boatos sobre envolvimento da esposa, Leila Pereira, e informou que havia aporte de 500 milhões, com o fluxo de caixa estimado em mais de 1 bilhão, além de possível participação da seguradora A-CAP se necessário.
- A entrevista também trouxe respostas da oposição citada: Paulo Salomão afirmou não ter ligação com o caso; Felipe Carregal negou ter pedido cargos, reforçando que decisões cabem a Pedrinho.
Os bastidores da venda da Vasco SAF ganharam contorno público na noite de quarta-feira (24). O empresário José Lamacchia, dono da Crefisa, voltou a falar sobre o processo que envolve o clube e a SAF, após o afastamento judicial do presidente Pedrinho.
Lamacchia atuava como avalista de seu filho, Marcos Faria Lamacchia, na negociação da venda. Em declarações públicas, criticou a oposição interna ao Vasco, afirmando que denúncias políticas colocariam o clube em situação financeira delicada e poderiam comprometer o aporte de recursos prometido pela família.
O caso envolve disputas legais e políticas dentro do Vasco da Gama, com o clube enfrentando dificuldades financeiras e uma disputa sobre o controle da SAF. A fala de Lamacchia apontou contradições percebidas entre opositores e a postura da gestão de Pedrinho, segundo ele, em momento de caixa fragilizado.
Lamacchia indicou que a oposição já tinha ciência dos termos da transação antes de acionar a Justiça do Rio. Ele citou nomes de membros da oposição e afirmou que não houve modificação de contratos sob pressão, mantendo o planejamento de investimentos previamente traçado.
Entre os planos anunciados estavam a reestruturação do futebol, a construção de um centro de treinamento moderno e uma celebração prevista para a Zona Sul do Rio. O empresário disse estar pronto para investir cerca de meio bilhão de reais e ajudar a quitar dívidas, caso haja acordo estável.
O empresário também negou envolvimento de terceiros, afastando boatos sobre a participação da esposa, Leila Pereira, na condução dos negócios do Vasco. Ele reiterou que a responsabilidade recai sobre ele e seu filho, mantendo o objetivo de salvar o clube.
Reações e posicionamentos
A reportagem entrou em contato com integrantes citados por Lamacchia para o direito de resposta. O ex-vice-presidente geral Paulo Salomão disse estar afastado do Vasco e na Flórida, sem ligação com o tema. O ex-vice-presidente jurídico Felipe Carregal negou ter pedido cargos, citando que a venda deveria seguir as decisões do comprador.
O conteúdo apresentado por Lamacchia abriu espaço para novas declarações sobre o andamento da negociação da SAF, com a torcida aguardando desdobramentos legais e operacionais para a gestão do Vasco. As partes envolvidas seguem com pareceres e posicionamentos distintos, sem conclusão anunciada.
Entre na conversa da comunidade