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Sheik marroquino que vive em BH torce pelo Brasil na Copa

Sheik Mokhtar Elkhal, à frente da única mesquita de Minas Gerais, diz ser brasileiro de coração e celebrou o gol de Marrocos durante a partida

Sheik marroquino que vive em BH torce pelo Brasil na Copa
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  • Mokhtar Elkhal, sheik que comanda a única mesquita de Minas Gerais, vive em Belo Horizonte há 36 anos, nasceu em Casablanca e é visto como “brasileiro de coração”.
  • Durante o empate entre Brasil e Marrocos, ele manteve a torcida neutra, dizendo que se sente agradecido ao Brasil pela acolhida.
  • O sheik revelou que seus três filhos nasceram no Brasil e que eles vestem as duas camisas, amarela e vermelha.
  • Apesar da neutralidade, ele afirmou ter celebrado o gol de Ismael Saibari e elogiou jogadores marroquinos nascidos fora do país.
  • Elkhal relembrou a importância da representatividade do grupo da seleção brasileira, com atletas de dez estados, e comentou sobre o desempenho do Marrocos em Copas anteriores.

O empate entre Brasil e Marrocos na abertura da Copa do Mundo de 2026 teve reação inusitada em Belo Horizonte: Mokhtar Elkhal, sheik da única mesquita de Minas Gerais, nasceu em Casablanca e vive no Brasil há 36 anos. Ele afirma ser brasileiro de coração, apesar de ter comemorado um gol marroquino.

O líder religioso comanda há 33 anos a instituição muçulmana local. Em conversa com moradores do Mercado Central, ele explicou que se viu dividido entre a torcida pelo país anfitrião e o respeito pelo Brasil que o acolheu. Seus três filhos nasceram no Brasil.

Apesar da postura de neutralidade, Elkhal reconheceu ter ficado satisfeito com o tento de Ismael Saibari, marcado com um chute de cobertura. Comentou também que muitos atletas nascidos longe do Marrocos escolheram defender a seleção de origem de seus pais.

Trajetória e ligação com o esporte

O sheik ressaltou a identificação com jogadores marroquinos que nasceram fora do país, destacando a integração desses atletas aos diversos vínculos culturais. Observou que o futebol marroquino vem ganhando prestígio pela qualidade apresentada na competição.

Sobre o Brasil, ele mencionou a importância da representatividade: o elenco marroquino da Copa inclui atletas de dez estados e de todas as regiões do Brasil, o que, para ele, reforça laços com a população.

Elkhal também apontou possibilidades para o futuro do torneio, citando a experiência do Marrocos em 2022. Acredita que surpresas podem ocorrer e que equipes menos esperadas podem avançar.

Conexões pessoais e referências

O líder religioso tem fortes vínculos com o futebol. Gosta do Raja Casablanca, favorito de juventude, e guarda lembranças do tricampeonato brasileiro de 1970. Seus filhos têm preferências distintas: um torce pelo Atlético Mineiro e o outro pelo Cruzeiro.

A trajetória de Elkhal inclui períodos de estudo islâmico no exterior. Aos 23 anos partiu para a Arábia Saudita, onde ficou dez anos, antes de se mudar para o Brasil, com passagens por São Paulo e diversas cidades da fronteira sul. Hoje reside em Belo Horizonte.

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