- Brasil garantiu vaga nas oitavas da Copa do Mundo de 2026 ao vencer a Escócia por 3 a 0, em 24 de junho, mantendo a esperança no torneio.
- O rendimento da equipe sob o comando de Carlo Ancelotti tem mostrado momentos de instabilidade, com empate com o Marrocos e vitórias sobre Haiti e Escócia.
- A defesa foi pressionada em várias partidas, levando a mudanças de esquema e de posições no meio-campo, como a alternância entre Ibañez e Danilo e o recuo de Casemiro.
- Mesmo com o amadurecimento do grupo, houve chances desperdiçadas e queda de intensidade na conclusão das jogadas, incluindo atuação de jovens como Endrick pouco acionados.
- Foram recebidos cartões evitáveis ao longo da fase de grupos, com advertências para jogadores como Ibañez, Casemiro, Douglas Santos, Fabinho e Danilo.
O Brasil avançou ao mata-mata da Copa do Mundo de 2026 com a vitória por 3 a 0 sobre a Escócia nesta quarta-feira, 24. A equipe de Carlo Ancelotti precisou superar a estreia empatada com o Marrocos e vitórias contra Haiti e Escócia para confirmar a vaga.
O queixo do técnico italiano ficou marcado pela alternância de desempenho ao longo da fase de grupos: equilíbrio defensivo em alguns momentos, mas jeitos de jogo que deixaram buracos em setores-chave. Vinícius Jr assumiu papel de líder no ataque, mesmo com Neymar atuando menos.
A classificação ocorreu em solo norte-americano, onde o Brasil disputou seus jogos do grupo da Copa. A equipe mostrou entrosamento gradual, com amadurecimento do grupo mesmo diante de contratempos no caminho para o hexacampeonato.
Defesa pressionada
Durante a fase de grupos, a zaga brasileira sofreu pressão em várias oportunidades, especialmente contra Marrocos, Haiti e Escócia. Em Marrôcos, Ancelotti alterou o sistema defensivo após o empate, buscando mais consistência.
Sem Wesley, lesionado, Ibañez foi testado, mas acabou substituído pelo veterano Danilo. Casemiro, Casemiro frequentemente cedeu espaços no meio, enquanto Marquinhos e Gabriel Magalhães firmaram-se como dupla titular.
Douglas Santos teve atuação sólida, mas o problema também passou pela transição do meio-campo, que abriu buracos à frente da defesa em alguns momentos.
Chances desperdiçadas e acomodação
A estreia destacou falhas na finalização. Igor Thiago não aproveitou boa chance no primeiro tempo contra o Marrocos. Contra a Escócia, Cunha teve oportunidade clara, mas finalizou mal; Paquetá criou jogada aberta, sem precisão final.
A equipe demonstra tendência a reduzir o ritmo nas partidas, o que acabou diminuindo o volume de chances criadas nos minutos decisivos. Substituições, como Endrick, entraram pouco, sem mudar o cenário do meio-campo.
Cartões evitáveis
A pressão no ataque adversário fez o time sofrer com cartões desnecessários. Ibañez recebeu o terceiro antes do intervalo contra o Marrocos; Casemiro ficou pendurado. Douglas Santos foi amarelo contra o Haiti, com vantagem já consolidada.
No duelo com a Escócia, Fabinho recebeu cartão ao tentar interromper contra-ataque, e Danilo acabou advertido na segunda etapa. As advertências mexem na estratégia de jogo e podem gerar desfalques em fases remotas.
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