- Em 2026 a Costa do Marfim disputa sua quarta Copa do Mundo e tenta avançar da fase de grupos pela primeira vez.
- o técnico Emerse Faé assumiu no início de 2024, durante a Copa Africana de Nações, e levou a seleção ao título do CAN como interino.
- nas Eliminatórias africanas houve dez jogos invencíveis e nenhuma cobrança de gols, até a última rodada contra Gabão pela vaga.
- no cinema da Costa do Marfim houve início tímido nos anos sessenta, com cineastas ligados à França, foco documental e educacional.
- hoje o país tem cinema respeitado; Em Nome de Cristo, de Roger Gnoan M’Bala (1993), foi escolhido para representar o país no âmbito do cinema africano, descrito como sátira social sobre mercantilização da fé e o choque entre tradições e modernidade.
A Costa do Marfim tem história cinematográfica marcada por um início modesto nos anos 1960, logo após a independência. Cineastas marfinenses, muitas vezes radicados na França, apresentaram filmes com foco documental e educacional. O tempo passou e o cinema nacional ganhou fôlego.
Nas décadas de 1970 e 1980, o cinema local abordou o choque entre tradição oral e urbanização. Adaptar obras literárias para as telas tornou-se uma prática comum, revelando dilemas de juventude e questões familiares em Abidjan. Timité Bassori e Henri Duparc destacaram-se internacionalmente.
Com o passar dos anos, a Costa do Marfim consolidou-se como uma referência cinematográfica na África. Em plena atualidade, o país participa de eventos regionais que valorizam a produção africana no continente.
Em Nome de Cristo e o reconhecimento africano
O festival TemQueVer e o Cine Mulholland representam a Costa do Marfim na Copa do Mundo de Cinema, escolhendo o longa-metragem Em Nome de Cristo (Au Nom du Christ, 1993) de Roger Gnoan M’Bala. O filme ganhou o Étalon de Yennenga no FESPACO, em Ouagadougou.
Em Nome de Cristo é uma sátira social que une tragicomédia e crítica social. A obra questiona a mercantilização da fé e o fanatismo religioso na África Ocidental, equilibrando humor e crítica para evidenciar tensões culturais.
Gnamien Ato, também chamado Pierre Gondo, vive à margem da aldeia. Após uma quase morte no rio, ele afirma ter tido uma visão divina e se autoproclama Magloire Primeiro, primo de Cristo. O filme analisa como o carisma religioso pode moldar poder político e financeiro.
A narrativa apresenta a comunidade local como espelho da África em transição entre tradições e modernidade ocidental. O diretor utiliza o microcosmo da vila para discutir temas amplos, sem atacar a religião, mas questionando vazios existenciais causados pelo choque cultural.
Este panorama reforça a visão da Costa do Marfim como protagonista de um cinema que dialoga com a história africana recente, preservando sua identidade e propósitos educativos e críticos. O filme destacado é parte de uma trajetória que conecta passado e presente do cinema africano.
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