- Pacotes de figurinhas da Copa são vendidos por R$ 5 em espaços públicos, como a estação Sé do Metrô, levantando suspeita de falsificação.
- Consumidores encontraram imagens repetidas, acabamento irregular, impressão fosca e numerações incorretas nas figurinhas.
- A Panini recomenda comprar apenas em pontos autorizados, desconfiar de ofertas muito abaixo do preço oficial e ficar atento a pacotes lacrados com acabamento uniforme.
- O Metrô de São Paulo diz que faz rondas e já apreendeu figurinhas sem autorização dentro da rede; o comércio ambulante é proibido.
- O país enfrenta crescimento do mercado ilegal, com prejuízos estimados em R$ 514 bilhões; também houve aumento de golpes online com sites falsos de figurinhas da Copa.
O que aconteceu: figurinhas falsas da Copa do Mundo foram vendidas no metrô de São Paulo e em sites, com pacotes a venda por 5 reais, abaixo dos 7 reais cobrados pela Panini. A prática gerou alerta sobre golpes e pirataria, especialmente durante o período de montagem do álbum oficial.
Quem está envolvido: consumidores, ambulantes que ofertavam os pacotes e a Panini, que orienta a compra apenas em pontos autorizados. O Metrô de São Paulo confirmou rondas para coibir a venda irregular dentro de estações e trens. A polícia também atuou na fiscalização de mercadorias não oficiais.
Quando e onde: o caso ocorreu recentemente em São Paulo, com registro de pacotes vendidos na estação Sé do Metrô. Houve confirmação de apreensões de figurinhas não autorizadas dentro da rede, segundo a empresa de transporte.
Por que ocorreu: o aumento da circulação de objetos ligados à Copa do Mundo facilita a pirataria, especialmente com demanda elevada por itens colecionáveis. A ABCF aponta recorde de perdas no mercado de falsificações para diversos setores.
Ações e desdobramentos: a Panini orienta priorizar lojas autorizadas e desconfiar de preços muito abaixo do oficial. A assessoria do Metrô informou que já apreendeu itens não autorizados no sistema, em menor quantidade. Em maio, a polícia paulista apreendeu cerca de 85 mil álbuns e figurinhas falsificadas, além de 2 mil camisas de seleções, em atividades de comércio popular.
Impacto econômico: o Anuário da Falsificação de 2026 aponta perdas totais de 514 bilhões de reais no último ano, com bebidas alcoólicas, vestuário e combustíveis entre os setores mais afetados. O estudo também ressalta crescimento do mercado ilegal no país.
Valoriza o colecionismo: estimativas indicam que completar o álbum custa entre 1.200 e 1.400 reais, com custos maiores sem trocas. Figurinhas avulsas podem alcançar valores altos, chegando a mil reais ou mais para craques.
Como identificar uma figurinha falsa
- Preço muito baixo é pista comum de golpe. Pacotes oficiais vêm com sete figurinhas por 7 reais.
- Embalagens falsas costumam ter papel mais grosso, impressão opaca e lacres irregulares.
- Diferenças na numeração e ausência de códigos presentes nas versões originais também apontam irregularidades.
- Verifique qualidade de impressão, variações de tamanho e acabamento.
Medidas de segurança para consumidores
- Prefira compra em pontos autorizados, físicos ou virtuais, conforme orientação da Panini.
- Desconfie de ofertas que parecem muito vantajosas ou sem procedência verificável.
- Em caso de suspeita, reporte aos canais oficiais da Panini e às autoridades competentes.
Fontes oficiais e dados de fiscalização apontam para uma recuperação gradual do mercado formal, diante do aumento de ações de combate à pirataria e à falsificação durante a temporada da Copa.
Entre na conversa da comunidade