- A FIFA criou o Football AI Pro e disponibilizou para todas as nações na Copa de 2026, com interface semelhante a um assistente e análises em 3D dos oponentes.
- A competição vai gerar cerca de cento e cinquenta milhões de pontos de dados por jogo, e sensores dentro da bola vão registrar quinhentos movimentos por segundo.
- A ideia é nivelar o campo, mas especialistas questionam se o acesso à IA será suficiente para equalizar equipes com diferentes recursos.
- Casos como Curaçao mostram usos criativos de dados para identificarem jogadores elegíveis e planejarem o scouting; a Inglaterra também emprega IA para análises de pênaltis.
- Ainda não está claro se o uso de ferramentas de IA será unificado pela FIFA ou se haverá restrições, mas a tendência é de que a tecnologia amplie o papel dos dados no futebol.
O Mundial de 2026 traz uma novidade tecnológica sem precedentes. A FIFA disponibiliza a Football AI Pro, um agente de IA que pode ser usado por qualquer seleção. A competição acompanhará cerca de 150 milhões de pontos de dados por partida, com sensores no próprio balón registrando 500 movimentos por segundo.
A Stats Perform, empresa que fornece dados para o ecossistema do futebol, tem grande papel na análise de desempenho, negociação de contratos e planejamento de táticas. O uso de IA amplia a coleta de dados globais, acelerando a extração de insights para técnicos e jogadores.
A FIFA contratou a Lenovo para sustentar o programa de IA, com a meta de nivelar o campo de jogo. O objetivo é que equipes de diferentes portes tenham acesso a ferramentas avançadas de análise sem necessidade de grandes equipes de especialistas.
Desempenho, técnicas e custos
Lucey, cientista-chefe da Stats Perform, destaca que dados granulares e multiagentes exigem cuidado na interpretação. A análise envolve trajetórias de ações e reações em campo, com múltiplas possibilidades de desfecho.
Especialistas apontam que a IA pode acelerar o planejamento de escalação e de estratégias frente a adversários, incluindo a prévia de confrontos específicos. A tecnologia reduz o tempo de análise, mas aumenta a demanda por qualidade na curadoria de informações.
Desafios para seleções menores
Equipes com menos recursos enfrentam o dilema entre custo e benefício de ferramentas avançadas. Parcerias com empresas especializadas podem ser uma opção mais eficiente para países com menor captação de recursos.
Analistas destacam que o excesso de dados exige capacidade de síntese. O papel do analista é transformar volumes em informações acionáveis para treinadores e jogadores, mantendo foco na utilidade prática.
Futuro e governança da IA
A Football AI Pro reproduz partidas em 3D, permitindo ângulos de análise inéditos. A FIFA afirma que a tecnologia deve beneficiar todas as seleções, sem exigir especialistas adicionais.
A discussão sobre eventual regulação de ferramentas de IA permanece em aberto. A FIFA sinaliza que o uso de IA terá papel cada vez mais relevante no futebol, sem apresentar hoje diretrizes definitivas.
Entre na conversa da comunidade