- Países como Bangladesh, Índia, Paquistão, Haiti, Jamaica, República Democrática do Congo e Vanuatu têm mostrado torcidas apaixonadas pela seleção brasileira.
- O fenômeno é explicado pelo legado de craques brasileiros e pela identificação de jovens talentos como Endrick, que ajudam a manter a magia do futebol brasileiro.
- Em Bangladesh, há telão para Brasil e Argentina; o perfil @cbf.bangladeshofficial, com 23,8 mil seguidores, divulga a participação da torcida à distância.
- Na Índia, especialmente em Kerala, torcedores exibem faixas e bandeiras; o grupo Brazil Fans Kerala, ativo há quinze anos, chegou a financiar uma música em homenagem à seleção.
- Em outros lugares, como Paquistão, Vanuatu e África, há comunidades que adotam o Brasil como segundo time, impulsionadas pelas redes sociais e pela transmissão de ligas europeias.
O Brasil mantém uma torcida internacional crescente durante a Copa do Mundo, mesmo com a queda de interesse no país. Em Bangladesh, Índia, Paquistão, Haiti, Jamaica, República Democrática do Congo e Vanuatu, torcedores mostram apoio sólido à seleção canarinho.
Pesquisadores explicam que o legado de craques como Pelé e Romário ajuda a fixar o Brasil no imaginário esportivo mundial. Também pesam a identificação de jovens jogadores que atuam na Europa e o papel das redes sociais na difusão da paixão pela seleção.
Entre Bangladesheanos, a curiosa adesão ao Brasil aparece em universidades, telões em campus e perfis oficiais de fãs. Em Daca, bandeiras, faixas e a presença de estudantes no campus sinalizam mobilização durante os jogos.
Na Índia, Kerala exibe ruas enfeitadas com bandeiras verde e amarelo. Grupos de fãs, como o Brazil Fans Kerala, promovem ações culturais e já somam dezenas de milhares de seguidores, fortalecendo a presença brasileira no sul asiático.
No Paquistão, Karachi abriga comunidades que acompanham o Brasil, com bairros como Lyari considerados mini-Brasil. Em Vanuatu, desfile com bandeiras brasileiras ilustra a participação do país na celebração, ao lado de outras seleções.
A República Democrática do Congo também registra engajamento, com camisas do Brasil em pontos de venda e torcedores nas ruas, mesmo em fase inicial da participação na Copa. A migração de jogadores para a Europa e a naturalização de estrangeiros ajudam a ampliar a identificação.
Em Kerala, a torcida brasileira ocupa as vias com painéis de Neymar e Vini Jr, sob a organização de grupos locais. Já no Haiti e na Jamaica, fãs veem no Brasil uma opção de identificação esportiva, sobretudo quando a seleção do país não participa da Copa.
Analistas destacam que a transmissão de jogos pela TV e pela internet alimenta esse laço, atingindo torcedores de países com menos tradição em acompanhar a seleção. A circulação de conteúdo facilita o contato com o futebol brasileiro além das fronteiras.
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