- Botafogo, Cruzeiro, Goiás e Operário-PR notificaram os investidores do Futebol Forte União (FFU) sobre a intenção de romper com o bloco, após o Cade conceder medida preventiva que impede a FFU de dificultar saídas de clubes.
- A liminar foi provocada pela ação do CSA, que argumenta que o contrato com a Sports Media Participações restringe migrações entre ligas.
- Os clubes fixaram um prazo de até dez dias para oficializar a saída, mas admitem ficar se o FFU cumprir três exigências rápidas: revisão das regras de desfiliação, explicações sobre cumprimento das ordens do Cade e garantias de saída sem retaliação.
- O Operário-PR adotou posição mais firme, pedindo o valor exato de recompra segundo o contrato, demonstrativos de cálculo e a lista de todos os acordos comerciais envolvendo seus direitos, além de questionar o papel da LiveMode (dona da CazéTV) nas negociações.
- O caso envolve, ainda, a atuação do Cade e o equilíbrio entre direitos de clubes e estruturas de blocos de ligas, com foco na eventual saída de integrantes do FFU.
O Botafogo, Cruzeiro, Goiás e Operário-PR notificaram os investidores do Futebol Forte União (FFU) sobre a intenção de deixar o bloco econômico. A ação ocorreu após o Cade conceder uma medida preventiva que impede a FFU de dificultar a saída de clubes.
Segundo o jornal Máquina do Esporte, os três primeiros clubes
definem um prazo de 10 dias para oficializar a saída. Ainda assim, deixam a porta aberta para permanecer caso o FFU cumpra três exigências urgentes.
O Operário-PR adotou postura mais firme, solicitando o valor exato de recompra, demonstrativos de cálculo e a relação de todos os acordos comerciais vigentes envolvendo o clube. Também questiona o papel da LiveMode, proprietária da CazéTV, nas negociações de transmissão.
O caso do CSA
A decisão do Cade, tomada na quinta-feira anterior, impediu a FFU de restringir a saída de clubes que integram o condomínio da liga. A liminar foi obtida após ação judicial movida pelo CSA, que sustenta que o contrato com a Sports Media Participações embute obstáculos para migração de equipes para outras Federações.
O Cade apontou que o bloqueio às saídas fere a livre de negociação entre clubes e ligas regionais, fortalecendo a possibilidade de novas adesões ou mensalidades de readequação contratual. A disputa envolve direitos de transmissão, contratos comerciais e regras de desfiliação.
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