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Repórter japonesa vê confiança inédita do Japão após oito Copas

Repórter japonesa que cobre a seleção há oito Copas afirma que, pela primeira vez, o Japão acredita ter condição de vencer o Brasil

Repórter japonesa Kiyomi Nakamura, durante entrevista coletiva com o jogador Rayan, da seleção brasileira
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  • A repórter japonesa Kiyomi Nakamura, que cobre a seleção brasileira há oito Copas, afirma que pela primeira vez no Japão há expectativa de vencer o Brasil.
  • Nakamura, moradora do Rio de Janeiro desde 2001, acompanha a seleção desde 1998 e costuma perguntar sobre trajetórias humanas dos jogadores, mas hoje foca no jogo entre Brasil e Japão.
  • Segundo ela, a ideia de derrotar o Brasil mostra uma mudança de postura no país, influenciada pelo crescimento do futebol japonês e pela imprensa.
  • A seleção japonesa terminou na segunda posição do Grupo F, com cinco pontos, atrás da Holanda, que somou sete.
  • O confronto anterior entre as equipes, em outubro do ano passado, terminou com vitória do Japão por três a dois; apesar das mudanças desde então, Nakamura acredita que o Brasil segue favorito.

Kiyomi Nakamura, repórter japonesa que acompanha a seleção brasileira há oito Copas, viu uma confiança inédita sobre enfrentar o Brasil. A empres ou da narrativa não é ficção; é a pauta de bastidores da próxima partida.

A jornalista vive no Rio de Janeiro desde 2001 e cobre a seleção japonesa para veículos do Japão desde 1998. Ela já atravessou oito Copas, ganhando respeito entre jogadores e técnicos.

Nesta sexta-feira, Nakamura relatou a expectativa no Japão de enfrentar o Brasil, destacando uma mudança de postura na mídia, nos jogadores e no povo japonês diante da possibilidade de derrotar o Brasil pela primeira vez.

A entrevistada disse que, pela primeira vez, há chance de confronto direto com o Brasil. Ela reforçou que, ainda assim, o Brasil continua favorito, e que o Japão pode surpreender sem sofrer goleadas.

Brasil e Japão se enfrentam na fase de grupos da Copa do Mundo, em jogo marcado para segunda-feira. O Brasil avançou nesta edição como segundo colocado do Grupo F, com 5 pontos, atrás da Holanda.

No último encontro entre as equipes, em outubro do ano passado, o Japão venceu por 3 a 2 em amistoso. As duas seleções passaram por mudanças desde então, o que torna o duelo ainda mais saysível em termos táticos.

Influência de Zico

A evolução do futebol japonês tem ligações diretas com o Brasil, principalmente via Zico, que aquecou a paixão pela seleção brasileira. Zico atuou pelo Japão como jogador, treinador e dirigente, e liderou a seleção nipônica entre 2002 e 2006.

Antes de treinar o Japão, Zico foi coordenador da seleção brasileira na Copa de 1998, época em que Nakamura começou a acompanhar mais de perto o Brasil. O meia é visto como herói no Japão.

Nakamura lembrou que, ao seguir Zico, consolidou um projeto de cobrir o trabalho dele nos meses que antecederam aquele Mundial. Veio a decidir morar no Rio, abrindo caminho para uma cobertura contínua.

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