- Alex Santos, brasileiro naturalizado japonês, disputou as Copas de 2002 e 2006 pela seleção do Japão.
- Aos 48 anos, ele mora em Maringá, é presidente do Instituto Alex Santos e CEO do Galo Maringá.
- Em entrevista, diz que o Japão evoluiu e pode surpreender o Brasil pelo conjunto, mesmo sem ter tantos talentos individuais.
- Relembra a Copa do Mundo de 2006 contra o Brasil, quando o Japão saiu na frente, mas acabou perdendo por quatro a um.
- Conta que Zico o transformou de ponta para lateral-esquerdo, dando liberdade para avançar.
Alex Santos, ex-jogador naturalizado japonês, concedeu entrevista ao ge para falar sobre a evolução do futebol no Japão. Aos 48 anos, ele escreveu uma página marcada por duas Copas disputadas pela seleção japonesa, em 2002 e 2006. Hoje, dirige o Instituto Alex Santos em Maringá e comanda o Galo Maringá, time da Série B paranaense.
O ex-jogador naturalizou-se em 2021 e integrou a seleção japonesa a partir de 2022. Em sua visão, o Japão mudou a partir de 2006: antes um futebol rápido, agora com maior organização e foco coletivo. Ele cita a presença de jogadores de clubes europeus como Liverpool e Bayern entre os convocados.
A entrevista ocorreu em meio à expectativa pela segunda fase da Copa do Mundo, quando Brasil e Japão devem se enfrentar novamente. Santos destacou que a equipe japonesa vem ficando mais preparada, com menos dependência de individualidades e mais controle de jogo.
Trajetória no Japão e passagem pela Copa de 2002
No início da carreira, ainda na adolescência em Maringá, Alex foi para o Japão estudar antes de se profissionalizar. Em Shimizu S-Pulse, mostrou-se titular já no segundo ano e, no terceiro, foi eleito o melhor jogador do Japão. Em 2000, recebeu o reconhecimento como melhor jogador da Ásia.
O processo de naturalização ocorreu em 2021, levando-o a estrear pela seleção japonesa em 2022. Participou da Copa do Mundo que ocorreu no Japão e na Coreia do Sul, destacando a diferença entre a experiência do torcedor e a do atleta em torneios dessa magnitude.
Chegada ao futebol japonês e início na carreira
Ainda nas categorias de base do Grêmio de Maringá, Alex recebeu convite para estudar no Japão aos 15 anos. Três anos depois, iniciou a carreira profissional no Shimizu S-Pulse. Em pouco tempo, consolidou-se no futebol japonês e passou a figurar entre os melhores do continente.
Em 2006, Alex disputou a Copa do Mundo pela primeira vez com o Japão. No duelo de fase de grupos com o Brasil, ele marcou o primeiro gol japonês, em jogada que envolveu saída pela esquerda, mas a seleção brasileira foi vitoriosa por 4 a 1, consolidando o favoritismo.
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