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Memórias do primeiro técnico de Vini Jr. revelam início de carreira

Do Mutuá, em São Gonçalo, à artilharia na Copa de 2026, Vini Jr. retorna à escolinha que o revelou, levando troféus e inspirações aos pequenos

Cacau, Valéria e Vini Jr quando criança na escolinha de futebol
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  • Vinícius Júnior, artilheiro da seleção na Copa do Mundo de 2026, foi lembrado pelo primeiro técnico da sua carreira, Cacau Beraldini, como o mesmo jogador rápido e dominante de antigamente.
  • A partir dos cinco anos, ele chegou à Escolinha do Flamengo em Mutuá, São Gonçalo (RJ), acompanhado do pai, e logo mostrou garra e velocidade.
  • Entre 7 e 10 anos, treinou com atletas mais velhos e em outras categorias, destacando-se pela capacidade de dribles e raciocínio rápido.
  • Em 2010, passou no juvenil do Flamengo, começou a atravessar a ponte Rio–Niterói para treinar no Ninho do Urubu e, mais tarde, acabou indo para o Real Madrid em 2018 por 45 milhões de euros.
  • Hoje lembrado como símbolo da cidade, Vini Jr. mantém vínculos com a escolinha, que exibe troféus e fotos, e o Instituto Vini Jr. faz atividades educacionais por meio do esporte.

Vinícius Jr, hoje artilheiro da seleção na Copa do Mundo de 2026, é relembrado pelo primeiro técnico, Cacau Beraldini, como a criança que já mostrava garra, velocidade e personalidade. Na escola de futebol de Mutuá, em São Gonçalo (RJ), ele começou com apenas 5 anos.

O menino, morador do bairro Porto do Rosa, veio com o pai, Vinicius José, para a escolinha onde Cacau e a esposa Valéria cuidavam de cerca de 200 crianças. O talento surgia mesmo nas ruas, entre brincadeiras e longas horas com a bola.

Ao longo da infância, Vini treinou também em outra escola e no futsal do Canto do Rio, em Niterói. Aos 8 ou 9 anos já disputava competições, demonstrando velocidade de raciocínio e execução que impressionavam adversários e familiares.

Visão do técnico sobre o talento

Cacau recorda que o garoto era capaz de driblar todos os oponentes, o que levou a treiná-lo com jogadores mais velhos. O vínculo entre a origem humilde e o sonho do jogador ficou marcado pelo esforço da família para manter os treinos.

Aos 10 anos, o caminho se abriu para competições, sinalizando que havia algo diferente. A partir dos 8 ou 9 anos, o atendimento às viagens para treinos tornou-se rotina, com a família abrindo mão de parte da vida para sustentar o sonho.

Trajetória rumo ao profissional

Em 2010, Vinícius passou no juvenil do Flamengo, abrindo passagem para o treinamento no Ninho do Urubu, apesar da distância entre São Gonçalo e a sede no Rio. A mãe acompanhava o filho até a Gávea, enquanto o pai trabalhava para sustentar a família.

Ao longo dos anos, a estrela foi surgindo. Vini consolidou-se no Flamengo, chegou ao time principal e, aos 17, transferiu-se ao Real Madrid por cerca de 45 milhões de euros, entre as negociações mais caras do futebol brasileiro.

Legado e reconhecimento na comunidade

Mesmo longe dos campos locais, Vini mantém vínculos com São Gonçalo. Troféus da base do Flamengo são compartilhados com as crianças da escolinha, e há registros de ações do Instituto Vini Jr. voltadas à educação por tecnologia e esporte.

Um mural de quase 8 metros no centro da cidade celebra o talento do craque, com imagens dele em momentos de agradecimento. O grafiteiro local descreve o orgulho da cidade pelo jogador nascido no município.

Olhar para o futuro

A liderança de Vini Jr inspira a comunidade de Mutuá, que sonha com a final do hexacampeonato trazida por ele. A expectativa é de novas visitas para distribuir troféus e autógrafos, mantendo vivo o vínculo com a escolinha que formou o talento.

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