- O técnico Cacau Beraldini relembra Vinícius Júnior desde a escolinha de São Gonçalo, aos cinco anos, destacando velocidade, raciocínio rápido e garra.
- Vinícius chegou à Escolinha do Flamengo no Mutuá, levado pelo pai, e era cuidado pela família Beraldini, em uma instituição com cerca de duas centenas de crianças.
- Entre oito e dez anos, já treinava com os mais velhos; era visto como diferencial pela velocidade e pelo entendimento de jogo — e a expressão “para pegar esse menino aí, só se for de moto” ficou famosa entre adversários e pais.
- Aos 17, deixou a base do Flamengo para seguir carreira no Real Madrid, em transferência de aproximadamente 45 milhões de euros.
- Em São Gonçalo, há um mural próximo à escola e ações do Instituto Vini Jr.; o sonho é chegar à final da Copa e vencer com gols de Vinícius Júnior.
O técnico Cacau Beraldini relembra Vinícius Júnior ainda criança, quando o menino chegou à Escolinha do Flamengo, em Mutuá, São Gonçalo, aos 5 anos. O artilheiro atual da seleção já mostrava garra, velocidade e personalidade.
Cacau destaca que Vini era tímido fora de campo, mas desabrochava em campo. O menino driblava com desenvoltura e, mesmo errando, insistia com determinação e rapidez nas jogadas.
A história começa em 2006, quando Vinícius José Paixão de Oliveira Júnior ingressou na escolinha do Flamengo. O pai o levou, e ele foi recebido por Cacau e Valéria Beraldini, responsáveis pela instituição.
A família morava a 3 km, no bairro Porto do Rosa, e o jovem Vini já era conhecido pela habilidade que demonstrava na rua, entre pipa e bolinha de gude.
Na escola, o talento foi lapidado com treinos entre crianças e meninos mais velhos. A dança dos dribles apareceu cedo, ensinando a velocidade de raciocínio que marcaria sua carreira.
O começo na base e o salto para o adulto
Aos 8 ou 9 anos, passou a competir em jogos oficiais, com Cacau observando que o garoto já tinha algo diferente. Era difícil para os adversários acompanharem a cadência de Vini.
Para muitos, pegar o garoto era impossível; a expressão de Cacau ao afirmar que só de moto seria possível capturá-lo mostra a velocidade do talento.
Em 2010, Vinícius passou no teste do Flamengo para o juvenil, iniciando uma jornada que exigiria atravessar a ponte Rio-Niterói para treinos no Ninho do Urubu.
A mãe, Fernanda, acompanhava o filho à sede da Gávea e, de lá, ao Ninho, enquanto o pai buscava apoio financeiro em São Paulo.
A família atuou de forma dedicada para manter o sonho vivo, com sacrifícios que moldaram o início da carreira de Vini.
Mesmo com o sucesso, Vini manteve as raízes em São Gonçalo, levando troféus da base para distribuir conhecimento e inspiração às crianças da escolinha.
Legado e reconhecimento
Ao longo dos anos, o foco da escolinha segue no desenvolvimento de jovens atletas, sempre com a figura de Vini como exemplo. Em Mutuá, há troféus, fotos e banners que lembram a trajetória.
O Real Madrid foi o destino de Vini em 2018, após a passagem pela base do Flamengo. A transferência, avaliada em 45 milhões de euros, marcou o início de uma carreira internacional de destaque.
Hoje, o jogador é reconhecido pela FIFA como melhor do mundo em 2024, com passagens marcantes pela Champions League em vitórias nas finais de 2021/22 e 2023/24.
O centro de São Gonçalo mantém o orgulho pelo craque, com um mural de quase 8 metros e a frase em homenagem ao jogador, pintado pelo grafiteiro Siri do Muro. O mural celebra Vini como referência local.
A ONG Instituto Vini Jr. atua na educação por meio da tecnologia e do esporte, reforçando ações que combatem o racismo. As atividades querem ampliar o alcance social do exemplo deixado pelo jogador.
O sonho da escolinha permanece vivo: alcançar uma final da Copa e vencer com gols de Vini. A comunidade mineira local permanece à espera de novas visitas e da continuidade da história de Vini em São Gonçalo.
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