- Em 1919, na primeira conquista do Brasil no Sul-Americano, ao menos cinco titulares eram filhos de imigrantes: Friedenreich (pai alemão), Neco (pai português) e Marcellino, Barbuy e Bianco (filhos de italianos).
- Esses jogadores se projetaram no futebol de São Paulo, alimentado por clubes de operários e imigrantes, como Germânia, Palestra Itália (Palmeiras) e Corinthians.
- O paulistano Charles Miller, filho de escocês, trouxe o futebol ao Brasil em mil oitocentos noventa e cinco; Oscar Cox ajudou a difundi-lo no Rio de Janeiro.
- A 2ª Guerra Mundial provocou mudanças de nomes de clubes ligados a imigrantes, como Germânia para Pinheiros e Palestra Itália para Palmeiras.
- Mesmo com oabrasileiramento progressivo após o conflito, a presença de filhos de imigrantes na seleção se tornou menos comum ao longo do tempo, destacando-se a vitória do Palmeiras em quinze de cinqo de mil, 1965, contra o Uruguai.
Na Copa do Mundo de 2026, seleções mostram filhos de imigrantes em destaque. No entanto, no início do século XX, o Brasil já tinha uma formação marcada por descendentes de estrangeiros. Cinco titulares da campanha vitoriosa de 1919 tinham pais imigrantes.
Entre eles, Friedenreich era filho de alemão; Neco, de português. Marcellino, Barbuy e Bianco tinham ascendência italiana. Esses jogadores ajudaram o Brasil a conquistar o Sul-Americano de 1919, o primeiro título da seleção nacional.
Esse contexto ocorre em São Paulo, onde estrangeiros representavam 35% da população em 1920, segundo o IBGE. A cidade atraiu imigrantes e formou clubes que impulsionaram o futebol, como Germânia, Sírio e Portuguesa.
Origem do futebol no Brasil
Charles Miller, filho de um escocês, levou o futebol para o Brasil em 1895, ao retornar da Inglaterra. Oscar Cox ajudou a difundir o esporte no Rio, fundando o Fluminense em 1902. Clubes paulistas passaram a agregar imigrantes e operários, como Germânia e Palestra Itália.
Apenas quatro anos antes, o Corinthians já buscava imigrantes de diversas nacionalidades. A consolidação do futebol no país se deu em meio a disputas sociais entre operários e elites cafeicultoras, com forte presença de italianos em São Paulo.
Da operários para operários
O Corinthians, fundado para atrair trabalhadores, tornou-se palco de imigrantes, inclusive entre os integrantes da seleção de 1919. Neco, filho de português, destacou-se ao longo da campanha, assim como Friedenreich, com pai alemão.
A presença de imigrantes na seleção refletia o mosaico social paulista, ainda que a disputa interna entre clubes de operários e elites fosse marcada por tensões. A participação de descendentes de imigrantes ajudou a consolidar o futebol como identidade nacional.
Racismo e transformação
Pesquisadores destacam que, no início, a presença de negros na seleção enfrentava resistência, mas o Brasil pavimentou o caminho para o orgulho esportivo. A partir de 1958, com a primeira taça mundial, a presença negra tornou-se permanente na equipe nacional.
Durante a Segunda Guerra, clubes ligados a comunidades italianas e alemãs enfrentaram repressões que levaram a mudanças de nomes e símbolos. A discussão de identidade no futebol esteve presente no Brasil, ainda que com impactos diferentes das Europa.
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