- Na Copa do Mundo, as chuteiras rosa aparecem com força e marcam presença de diversas marcas, com a maioria dos atletas adotando o rosa; Messi usa branco e azul e Cristiano Ronaldo escolhe dourado.
- No Brasil, as buscas por “chuteira rosa da Copa” cresceram 1.450% desde o início do torneio, com picos nos dias de jogos da seleção.
- Nike, Adidas, Puma e New Balance apostaram no rosa para seus atletas, associando a cor a visibilidade, energia e ousadia.
- Especialistas destacam que a cor passou a ser linguagem estratégica para chamar atenção em eventos globais transmitidos ao vivo e nas redes sociais.
- Comercialmente, as vendas de chuteiras rosas cresceram 15% nos primeiros quatro dias da Copa.
As chuteiras cor-de-rosa marcaram a Copa do Mundo neste ano, aparecendo no pé de muitos atletas de diversas seleções e de marcas concorrentes. A escolha ocorreu desde o início do torneio, com alta visibilidade em transmissões e redes sociais, gerando debates sobre moda, masculino e futebol.
Marcas como Nike, Adidas, Puma e New Balance apostaram em modelos rosa para seus principais atletas. A grande maioria usa versões fornecidas pela fabricante, já que contratos costumam exigir o uso de modelos oficiais. Messi e Ronaldo aparecem com exceções: o argentino usa branco e azul, enquanto o português usa dourado exclusivo.
Segundo a Adidas, o rosa é uma cor de alta visibilidade em campo, associando desempenho e autoexpressão. A Nike afirma que cores ousadas fazem parte do DNA da linha Mercurial e traduzem energia e velocidade. A Puma vê no tom forte o legado de lançamentos anteriores e o impacto televisivo das cores intensas.
Estratégia de cor e disputa por atenção
Para a estrategista de marcas Tamara Lorenzoni, o rosa deixou de ser apenas estética e passou a funcionar como linguagem em uma disputa por atenção global. Em eventos como a Copa, cada detalhe visual tem valor estratégico e influencia a percepção pública.
A convergência de cores entre marcas não é aleatória, segundo ela. Quando várias fabricantes escolhem tonalidades semelhantes, há leitura comum de comportamento e consumo, especialmente em coberturas ao vivo e conteúdos digitais.
Atletas como vitrines de tendência
Hoje, jogadores são referências de estilo e consumo, impactando tendências além do esporte. O varejo já registra efeito comercial: a Netshoes informou crescimento de 15% nas vendas de chuteiras rosas nos primeiros quatro dias da Copa.
O momento sugere retorno de cores vibrantes após anos de estética minimalista. Relatórios de tendências indicam que tonalidades como o rosa devem ganhar espaço em temporadas futuras, conectando moda, tecnologia e esportes.
Reflexos culturais e identidades
O rosa em um ambiente historicamente associado a códigos de masculinidade abre espaço para leituras culturais. Especialistas apontam que o futebol continua sendo espaço de construção de masculinidades, e a presença da cor amplia possibilidades de expressão estética e identitária.
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