- A fase de grupos da Copa de 2026 teve média de 2,99 gols por partida, a maior desde 1986.
- A explicação inicial aponta para o formato com quarenta e oito seleções, gerando mais jogos entre times diferentes e, assim, mais goleadas (13% dos jogos passaram a 30%).
- Mesmo entre seleções próximas em ranking, a média subiu de 2,3 para 2,7 gols por jogo; o xG ficou quase estável (2,62 na Copa do Qatar para 2,72 em 2026).
- O aumento de gols veio principalmente da maior taxa de conclusão das jogadas já criadas, não de finalizações melhor posicionadas.
- A aposta recai sobre a bola Trionda, com rugosidade que ajuda a estabilizar o voo; o estudo aponta indícios, mas ainda sem veredito definitivo.
O grupo da Copa 2026 marcou recorde: média de 2,99 gols por jogo, a maior desde a adoção do formato com 48 seleções. A explicação ainda não é definitiva e envolve números e técnica.
Aumentos de confrontos desiguais ampliaram o número de jogos com grandes diferenças de nível, passando de 13% para 30%. Mesmo entre equipes com distância menor, a média de gols subiu de 2,3 para 2,7 por partida.
O estudo aponta que o aumento não decorreu apenas de chutes melhores. O xG, que mede qualidade das finalizações, subiu pouco; 2,62 para 2,72, enquanto as metas por jogo cresceram 0,5. Ou seja, conversão, não qualidade, impulsionou o feito.
Outra hipótese é a mira mais eficiente, mas análises indicam que os chutes ficaram mais centrais, mais fáceis para goleiros, ainda assim resultando em mais gols. A bola trionda foi estudada pelos mesmos físicos da Jabulani e teve estímulos contrastantes.
Talvez haja apenas um indicativo inicial. A análise usa dados da Opta na fase de grupos de 2014, 2018, 2022 e 2026, com 72 jogos em 2026, contra 48 nas edições anteriores. O objetivo é entender o fenômeno sem conclusões definitivas.
Componentes e metodologia
Os dados da Opta registram cada evento com jogador, posição e tempo. A comparação foca na fase de grupos, já que mantém o mesmo formato entre as Copas. O recorte facilita a comparação histórica de gols por partida.
A força das seleções foi medida pelo ranking da FIFA na véspera de cada Copa. O desnível entre equipes foi dividido em três faixas para isolar efeitos do formato. Os cálculos indicam que o peso do desnível é limitado.
xG e xGOT foram desenvolvidos pela equipe de pesquisa, usando modelos treinados nas Copas anteriores. Pênaltis entram na média de conversão; gols contra não compõem o cálculo. Os resultados ajudam a entender a variação entre edições.
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