- Lotfolah Kaveh Afrasiabi ajuizou, em 30 de junho de 2026, processo federal em Boston contra a Fifa, cobrando US$ 1 bilhão por discriminação contra o Irã e suposta manipulação de arbitragem por VAR.
- A ação afirma representar até 91 milhões de iranianos e iraniano-americanos que apoiam a seleção e se sentiram discriminados.
- A petição sustenta haver provas “claras e incontrovertíveis” de decisão errônea do VAR, alegadamente deliberada para prejudicar o Irã, na derrota para o Egito na fase de grupos.
- O incidente citado ocorreu em 26 de junho de 2026, quando um gol de Shoja Khalilzadeh foi anulado após revisão do VAR, eliminando o Irã e levando o Egito às oitavas.
- Além do episódio do VAR, a peça processual cita discriminação adicional, como vistos negados a pelo menos 11 membros da delegação, e mudança de campo de treinamento do Arizona para Tijuana, por determinação do governo norte-americano.
O cientista político iraniano Lotfolah Kaveh Afrasiabi ajuizou um processo de US$ 1 bilhão contra a Fifa, alegando discriminação contra o Irã e suposta manipulação da arbitragem por VAR na derrota diante do Egito. A ação foi protocolada em 30 de junho de 2026 na Justiça Federal de Boston.
A petição afirma haver provas claras de que o VAR tomou uma decisão errônea contra o Irã, numa atuação descrita como deliberadamente nociva à equipe. O objetivo é representar até 91 milhões de iranianos e iraniano-americanos que apoiaram a seleção. Afrasiabi atua como seu próprio advogado.
Afrasiabi, de 68 anos, disse ao The Independent que o valor de US$ 1 bilhão é generoso e que, se houver júri, o montante pode aumentar diante da gravidade da conduta atribuída à Fifa.
O episódio ocorreu na última partida da fase de grupos, em 26 de junho de 2026, quando o Irã teve um gol anulado por impedimento após revisão do VAR. A decisão eliminou o Irã e tirou o Egito das oitavas de final pela primeira vez na história.
Segundo a petição, além do caso do VAR, há alegações de discriminação que teriam causado impactos à delegação. A denúncia cita, ainda, que pelo menos 11 membros da equipe tiveram vistos negados e que o campo de treinamento mudou de Arizona para Tijuana, sob orientação do governo dos EUA.
Reação e próximos passos
O Poder360 contactou a Fifa por e-mail para comentar o processo, mas não houve resposta até a publicação. A qualquer manifestação oficial, o texto será atualizado. A cobertura segue para confirmar documentos e desdobramentos judiciais.
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