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Lei Vini Jr.: atletas não serão expulsos por cobrirem a boca na UEFA

UEFA não adotará regra da IFAB que expulsava por cobrir a boca; árbitros avaliarão cada caso, podendo aplicar cartão amarelo em gestos de confronto

Almirón foi expulso por tapar a boca e proferir ofensa a adversário em Paraguai x Turquia na Copa do Mundo 2026
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  • A Uefa não vai adotar a regra da IFAB que expulsaria atletas por cobrirem a boca; árbitros terão autonomia para decidir em cada situação.
  • A nova diretriz da IFAB entrou em vigor globalmente na Copa do Mundo de 2026 e prevê cartão amarelo em casos de confrontos claros entre atletas de times diferentes, ao invés de expulsão automática.
  • Na prática, os árbitros das competições da Uefa — Champions League, Europa League e Conference League — avaliarão cada caso e poderão aplicar apenas cartão amarelo.
  • O tema ganhou repercussão após o episódio envolvendo Vini Jr. e o jogador Prestianni; Prestianni foi suspenso por seis jogos após investigação, sem punição na partida.
  • O ex-árbitro Pierluigi Collina explicou que, em conversas amigáveis, não há problema, mas em confrontos a conduta de cobrir a boca pode ser considerada inadequada.

O que aconteceu: a Uefa informou que não adotará a regra da IFAB que prevê expulsão de jogadores que cobrirem a boca em confrontos em campo. A decisão chega após o episódio envolvendo Vini Jr. na Champions, que acionou o debate sobre sanções e linguagem em campo.

Quem está envolvido: a Uefa, a IFAB, Vini Jr. e o jogador Prestianni foram os protagonistas do caso que motivou a discussão sobre disciplina. A nova diretriz permite aos árbitros aplicar cartão amarelo em vez de expulsão, dependendo da situação.

Quando e onde: o anúncio foi feito nesta quinta-feira, 2 de novembro, pela Uefa. As partidas ocorreram em competições organizadas pela entidade, como Liga dos Campeões, Liga Europa e Liga Conferência.

Por que isso importa: a regra da IFAB, implementada em abril, cria diretrizes claras para casos de cobrir a boca durante desentendimentos. A prática pode levar a expulsões apenas em confrontos entre atletas de equipes distintas, conforme interpretação atual.

Contexto da decisão da Uefa

A Uefa explicou que os árbitros, nas competições que organiza, terão autonomia para avaliar cada episódio. Em vez de expulsar automaticamente, caberá aos juízes decidir entre suspensão, cartão amarelo ou outras medidas proporcionais.

Caso Prestianni e repercussões

No episódio envolvendo Prestianni, Vini Jr. acusou racismo durante jogo entre Benfica e Real Madrid. Prestianni foi suspenso por seis jogos após investigação, apesar de não ter ficado evidente o conteúdo das palavras, pois cobriu a boca.

Declarações de autoridades

O ex-árbitro Pierluigi Colllina, atual chefe de arbitragem da Fifa, afirmou que brincadeiras não devem se transformar em confrontos; em situações de conflito, cobrir a boca é considerado potencialmente grave. A posição reflete a orientação de aplicar sanções proporcionais em disputas.

Desdobramentos para a prática

Com a nova diretriz, árbitros poderão aplicar cartão amarelo em vez de expulsão, quando houver apenas uma conversa tensa entre jogadores de times adversários. A medida busca evitar punições automáticas sem considerar o contexto do incidente.

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