- Lucas Paquetá foi diagnosticado com lesão muscular de grau dois na região posterior da coxa esquerda (isquiotibiais) durante o jogo entre Brasil e Japão, na última segunda-feira (29).
- O atleta deixou o campo com dores e foi afastado das oitavas de final da Copa do Mundo; a CBF confirmou os exames e o diagnóstico.
- O comunicado da CBF aponta que Paquetá seguirá um protocolo de tratamento intensivo com a equipe médica da seleção, visando recuperação e retorno o mais rápido possível.
- Segundo o médico Ricardo Kirihara, esse tipo de lesão normalmente exige de quatro a oito semanas de tratamento, podendo chegar a até dez semanas dependendo da evolução.
- Os isquiotibiais são um grupo muscular da parte de trás da coxa e são fundamentais para corrida, salto e mudanças de direção; lesões nesse grupo são comuns em esportes como o futebol.
O atleta Lucas Paquetá foi diagnosticado com uma lesão muscular de grau dois na região posterior da coxa esquerda (isquiotibiais) durante o jogo entre Brasil e Japão. O confronto ocorreu na primeira fase da Copa do Mundo, e o jogador deixou o gramado sentindo fortes dores.
A CBF informou, em nota, que Paquetá foi submetido a exames e confirmou a lesão. O comunicado aponta que ele seguirá um protocolo de tratamento intensivo com a equipe médica da Seleção, visando a recuperação e o retorno às atividades no menor tempo possível.
Segundo o médico Ricardo Kirihara, o tipo de lesão exige de quatro a oito semanas de tratamento, podendo chegar a 10 semanas dependendo do tempo de recuperação. A gravidade grau dois indica ruptura parcial do tecido muscular, comum em esportes que exigem corrida e mudança rápida de direção.
Entenda a lesão
Os isquiotibiais compõem a parte posterior da coxa e do quadril, responsáveis pela flexão do joelho. Dores imediatas e limitação de movimentos costumam ocorrer quando o músculo é esticado além da sua capacidade, como em impulsos para correr ou quedas durante partidas.
Kirihara explica que o tratamento envolve repouso, gelo, analgésicos e anti-inflamatórios, além de fisioterapia para recuperar força, flexibilidade e função. Em casos selecionados, ondas de choque podem ser usadas para estimular a regeneração.
O médico destaca que o tratamento segue etapas: fase inflamatória, movimentos controlados e exercícios isocinéticos. Em situações mais graves, com ruptura completa ou afastamento superior a 3 cm, pode haver indicação cirúrgica para reconectar músculo ou tendão e restaurar a função.
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