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Mulher que lidera a ‘CBF da Noruega’ enfrenta a FIFA e transforma o futebol

Lise Klaveness, primeira mulher à frente da Federação Norueguesa de Futebol, impulsiona a seleção feminina às quartas da Eurocopa e a masculina à Copa após 28 anos

Lise Klaveness, que comanda a federação de futebol da Noruega
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  • Lise Klaveness é a presidente da Federação Norueguesa de Futebol (NFF), a primeira mulher a comandar a entidade em 120 anos.
  • Sob seu comando, a seleção feminina chegou às quartas de final da Eurocopa de 2025, e a masculina disputa a Copa do Mundo pela primeira vez em 28 anos.
  • Ela ganhou notoriedade internacional por críticas públicas às decisões da Fifa e por posicionamentos políticos.
  • A NFF, durante sua gestão, criticou o Qatar em 2022 e manifestou preocupações sobre a guerra em Gaza e sobre as escolhas das sedes de Copas.
  • Em UEFA, Klaveness passou a integrar o comitê após vencer vaga feminina em 2025, consolidando sua atuação de liderança no futebol europeu.

A Noruega tem hoje a gestão do futebol sob a liderança de Lise Klaveness, presidente da Federação Norueguesa de Futebol (NFF). A primeira mulher a comandar a entidade em 120 anos chegou ao posto há pouco mais de um ano e já figura como referência no debate mundial sobre direitos e governança no esporte.

Klaveness, ex-jogadora, advogada e comentaria de TV, ganhou notoriedade por posicionamentos políticos controversos para o setor. Em 2022, criticou a FIFA e o Catar pela organização da Copa do Mundo, enfatizando questões de direitos humanos e de segurança de trabalhadores migrantes.

Sob a condução de Klaveness, o futebol norueguês teve avanços marcantes. A seleção feminina chegou às quartas de final da Eurocopa de 2025, realizada na Suíça, e a equipe masculina se classificou para a Copa do Mundo pela primeira vez desde 1998.

A entidade também se destacou pela postura aberta a debates políticos. Em 2024, a NFF foi uma das únicas fedações a manifestar preocupações sobre o processo de escolha das sedes das Copas de 2030 e 2034, em uma posição que privilegiou valores do esporte.

No âmbito internacional, Klaveness manteve críticas às políticas de direitos humanos em catálogos de eventos. Em 2024 e 2025, a presidente reforçou a necessidade de transparência e de responsabilidade em decisões que afetam atletas, trabalhadores e comunidades envolvidas.

A trajetória de Klaveness começou no futebol na infância, em Bergen, e inclui passagem pela seleção da Noruega, atuação como advogada, juíza em Oslo e assessora do Banco Central. Ela também foi a primeira comentarista feminina da televisão norueguesa, abrindo portas para a atuação em gestão esportiva.

Posições políticas

Sob seu comando, a NFF expressou posicionamentos relevantes. Em 2024, a federação pediu interrupção dos ataques em Gaza e pediu investigação sobre ações de Israel, sem promover boicotes a partidas. A postura foi vista como uma tentativa de cobrar padrões éticos no esporte.

Em março de 2025, Klaveness foi reeleita presidente da NFF, consolidando a liderança feminina no futebol norueguês. A Uefa também reconheceu o momento, destacando o crescimento do futebol de base e de elite sob a gestão dela.

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