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Arbitragem da Copa de 2026 avança tecnologicamente, porém perde padrão

Arbitragem da Copa avança tecnologicamente, mas falta uniformidade de critérios entre campo e cabine, gerando decisões controversas

O pisão de Balogun em Muharemovic foi revisado pelo VAR, e o árbitro Raphael Claus deu cartão vermelho
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  • A Copa do Mundo de 2026 avançou com tecnologias na arbitragem, como câmeras corporais nos árbitros e o uso ampliado do impedimento semiautomático, mantendo o visto de que o VAR deve agir apenas em erros claros.
  • Contudo, surgem debates sobre a uniformidade das decisões, com episódios que sugerem critérios diferentes entre árbitros de campo e a cabine do VAR.
  • Os casos mais comentados envolvem Messi não ter sido expulsos após pisão na panturrilha de jogador argelino e Balogun ser expulso após revisão do VAR, gerando críticas sobre consistência.
  • Também houve disputa sobre o gol anulado de Vinícius Júnior e pênalti marcado para a Bélgica após revisão do VAR, apontando para interpretações diferentes em lances de contato físico.
  • Ex-árbitros destacam que o problema não é a tecnologia, mas a aplicação dos critérios entre árbitros e equipes de VAR, enquanto alguns oficiais brasileiros aparecem entre os mais ativos da competição.

A Copa do Mundo de 2026 avança com mais tecnologia na arbitragem, incluindo câmeras corporais para árbitros e o uso ampliado do impedimento semiautomático. O objetivo é reduzir erros, mantendo a intervenção do VAR apenas em situações claras. Contudo, a competição levanta debate sobre a uniformidade de decisões.

Messi, Balogun, Vinicius Junior e a Bélgica aparecem como casos emblemáticos de divergência entre lances semelhantes. Em jogo da Argentina, Messi não gerou revisão após pisão com as travas da chuteira na panturrilha de adversário argelino. Balogun foi expulso em jogo dos EUA contra a Bósnia após revisão do monitor.

A discussão não se restringe aos cartões. Vinicius Junior teve gol anulado por falta na jogada após consulta ao VAR, diante da Escócia. Já na iní­cio das oitavas, Bélgica e Senegal puseram em evidência divergência com pênalti marcado após intervenção da cabine, gerando reclamações dos senegaleses.

Para ex-arbitros entrevistados, o problema está na forma como a tecnologia é aplicada, e não na tecnologia em si. Segundo eles, há diferença de critérios entre decisões de campo e interferência da cabine de VAR, além de variações entre árbitros e equipes de apoio.

Na visão de Luciano Benevides, a filosofia da arbitragem busca menos interrupções e mais tolerância a contatos. Mesmo assim, casos de Messi, Balogun e Vinicius geram leituras distintas sobre o que é pênalti, expulsão ou gol válido diante da tela.

Entre os alvos da avaliação, Wilton Pereira Sampaio se destacou por atuar em três partidas nesta Copa, compondo uma soma de atuações expressiva entre Copas anteriores. Ele representa um dos nomes mais rodados no torneio brasileiro.

Dialogando sobre padrões

Especialistas destacam que, apesar do avanço tecnológico, ainda falta padronização de critérios. A FIFA sustenta a continuidade de intervenções apenas em lances claros, enquanto torcidas aguardam homogeneidade nas decisões durante as fases de mata-mata.

Futuro da arbitragem na Copa

A conversa sobre uso da tecnologia deve seguir, com foco em alinhamento de critérios entre árbitros em campo e equipes de VAR. A evolução pretende manter o ritmo de jogo sem abrir espaço para interpretações subjetivas excessivas.

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