- A Argentina tem um estilo diferente: não costuma pressionar alto, não depende de arrancadas individuais e cruza pouco para a área, valorizando deslocamentos e passes rápidos a partir do meio.
- Em três jogos, o time marcou oito gols, com xG de 6,55; Messi anotou seis gols em quatorze finalizações.
- A marcação costuma ser em bloco médio ou baixo, com o time recuando a partir do meio-campo e construindo jogadas sem muita condução da bola.
- Destaques pela movimentação são De Paul, Enzo Fernández, Mac Allister e Almada, além de laterais e zagueiros que participam mais no recebimento dos passes.
- Scaloni reforça espírito coletivo e minimiza a centralização de gols em Messi, destacando que pode haver distribuição entre os atacantes mantendo o objetivo de vencer.
A Argentina evoluiu o estilo nominalmente diferente na Copa, mas segue com resultados expressivos. Nesta sexta-feira, a equipe encara Cabo Verde no primeiro jogo de mata-mata, em meio a críticas sobre o modo de atuação. O time soma oito gols em três partidas, com seis gols esperados (xG) acima da média.
Messi aparece como referência decisiva, com seis gols em 14 finalizações na competição. Ainda assim, o técnico Lionel Scaloni afirma que o time não depende apenas de um jogador e prioriza o coletivo. A performance é construída com passes rápidos e troca de posições entre os atletas.
O desenho tático privilegia marcação em bloco médio ou baixo, iniciando o pressão a partir do meio-campo. Os cruzamentos para a área são menos frequentes que os rivais; o jogo é marcado por deslocamentos entre linhas e rápida condução de bola.
Estilo de jogo: construção e dinâmica
A Argentina aposta na circulação de passes e na ocupação de espaços, com destaque para recebimento de passes por jogadores de meio de campo. De Paul, Enzo Fernández, Mac Allister e Almada têm papel ativo nesse movimento. Laterais e zagueiros ajudam na saída de bola.
A relação entre os atletas vem se fortalecendo desde o título de 2022. Scaloni trabalha o aspecto humano do grupo, o que, segundo relatos, reforça a confiança entre jogadores. A ideia é manter a coesão para distribuir as finalizações entre diferentes atletas.
Para o treinador, o fato de Messi concentrar parte dos gols não pesa na estratégia. A meta é criar mais opções de finalização; se Lautaro ou Julian recebam oportunidades, o time busca explorá-las. A abordagem busca equilíbrio entre individualidade e jogo coletivo.
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