- Estudo analisou 576 cobranças de pênalti em 60 partidas da Copa do Mundo e da Eurocopa, com simulações matemáticas, para entender quais fatores influenciam o resultado.
- Em “evitar a derrota” a taxa de conversão é de 60,4%; em “marcar para vencer” chega a 89,1%; as primeiras cobranças têm 75% de acerto.
- Quem cobra em segundo enfrenta mais momentos de alta pressão, elevando a chance de erro; 21% dessas cobranças foram de alta pressão, contra 12% entre quem começa.
- A ordem de cobrança sozinha explica pouco sobre o sucesso; o desempenho está mais ligado à pressão psicológica do pênalti.
- Recomendação dos autores: escalar os cobradores de acordo com o peso psicológico e o momento da disputa, ajustando a sequência conforme a situação tática.
O estudo, publicado em 28 de junho no Football Studies, analisou 576 cobranças de pênalti em 60 partidas da Copa do Mundo e da Eurocopa, incluindo simulações matemáticas. O objetivo foi identificar quais variáveis influenciam o resultado e como a pressão afeta a precisão.
Os autores, australianos e brasileiros, destacam que nem todos os pênaltis carregam o mesmo peso emocional. Em situações de “evitar a derrota”, a taxa de acerto ficou em 60,4%. Em cobranças para “marcar para vencer”, o índice subiu para 89,1%.
O time que cobra primeiro leva vantagem?
A pesquisa aponta que a ordem de cobrança não reduz a habilidade, mas aumenta a chance de enfrentar momentos decisivos. Equipes que batem em segundo enfrentam mais pênaltis em high pressure, elevando a tensão psicológica.
Situações de alta pressão ocorreram em 21% dos pênaltis cobrados por quem iniciou na segunda posição, frente a 12% para quem começou. O desempenho varia conforme a resposta de cada atleta ao contexto.
E a ordem que os jogadores cobram?
Para quem cobra primeiro, o estudo recomenda colocar os melhores cobradores nas primeiras cobranças, já que as três primeiras têm menor pressão. A quarta eleva a pressão para 8,7% e a quinta chega a 55,9%.
Quem cobra em segundo tende a deixar os atletas mais preparados para o fim da sequência, já que a pressão cresce rapidamente. Na quarta cobrança, a pressão chega a 28,4% e atinge 100% na quinta cobrança.
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