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Cientistas atribuem calor extremo na Copa às mudanças climáticas

Calor extremo ligado às mudanças climáticas coloca o jogo Paraguai x França em Filadélfia sob condições inseguras e risco à rede elétrica

Thibaut Courtois, da Bélgica, passa por jato de água durante pausa para hidratação na partida contra o Senegal em Seattle; calor deve piorar nos próximos dias
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  • Mudanças climáticas associadas ao uso de combustíveis fósseis criaram calor extremo e umidade, elevando riscos na Copa do Mundo.
  • A partida entre Paraguai e França, marcadas para as 18h na Filadélfia, pode ter temperaturas acima de 40°C.
  • O estudo World Weather Attribution aponta risco de sobrecarga nas redes de energia e impacto nas comemorações do fim de semana de 4 de julho.
  • A professora Friederike Otto afirma que o aquecimento global já afeta atividades diárias e exigirá políticas de emissões líquidas zero.
  • O Fifpro reconhece avanços da FIFA para planejar calendário e locais, mas diz que algumas partidas continuam com risco; a FIFA não comentou sobre adiamentos por calor extremo.

O calor extremo volta a ganhar destaque na Copa do Mundo, com previsão de temperaturas acima de 40°C durante a partida entre Paraguai e França, marcada para a cidade de Filadélfia, nos Estados Unidos. Cientistas associam o calor à combinação de ondas de calor e uso de combustíveis fósseis.

A análise do grupo World Weather Attribution aponta que as condições climáticas têm relação com as mudanças climáticas, elevando riscos para jogos e torcedores. A onda de calor se amplia sobre grandes regiões dos EUA e parte do Canadá.

A partida de sábado, às 18h no horário local, ocorre em condições que excedem recomendações de segurança para a prática esportiva, segundo especialistas. O aumento de calor pode sobrecarregar redes de energia durante eventos de grande porte.

Professora Friederike Otto, do Imperial College London, destacou que as mudanças climáticas já afetam o cotidiano e devem piorar se não houver redução de emissões. A função do aquecimento global é cada vez mais relevante para a organização de torneios.

O Fifpro, sindicato dos jogadores, reconhece avanços da FIFA em alinhar calendário e locais com a saúde dos atletas, mas sustenta que ainda existem partidas com riscos. A entidade reforça a necessidade de avaliação contínua de condições climáticas.

A FIFA não se pronunciou sobre a possibilidade de adiamento com base no calor extremo. Especialistas ressaltam que não há regra automática para suspender jogos por causa do calor, e decisões dependem de avaliação prática de cada caso.

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