- A eliminação precoce da Coreia do Sul na Copa do Mundo de 2026 gerou crise institucional, com o presidente Lee Jae-myung pedindo abertura de investigação para apurar planejamento, preparação e decisões da KFA.
- O governo afirmou ter influência no ecossistema do futebol, destacando que clubes da primeira e segunda divisão e clubes locais recebem recursos públicos.
- O técnico Hong Myung-bo passou a alvo de críticas, e houve reforço na segurança no Aeroporto de Incheon por causa de denúncias de ameaças de morte a ele.
- Veículos de mídia locais disseram que estabelecimentos recusaram a presença do treinador e uma emissora chegou a borrar seu rosto em uma coletiva, evidenciando desgaste de imagem.
- A expectativa era alta com a geração atual, integrada por Son Heung-Min e Lee Kang-in, e surge a percepção de que um novo treinador é necessário para renovar talentos.
A eliminação precoce da Coreia do Sul na Copa do Mundo de 2026 desencadeou uma crise institucional no país. O desempenho ruim da seleção levou o presidente Lee Jae-myung a cobrar publicamente a gestão do futebol nacional e a abrir apuração sobre a Federação Coreana de Futebol (KFA). O fato provocou debates sobre o papel do Estado no esporte.
A atuação da KFA está sob escrutínio após o fracasso na fase de grupos, com duas derrotas e apenas uma vitória. O Ministério da Cultura, Esportes e Turismo foi acionado para investigar o planejamento da campanha, a preparação da equipe e as decisões da federação.
O governo sul-coreano passou a discutir o tema como parte de uma relação mais estreita entre poder público e futebol local. Analistas destacam que boa parte dos clubes da K League recebe recursos públicos, o que amplia a expectativa de explicações sobre o desempenho esportivo.
O contexto institucional
A relação entre o Estado e o futebol na Coreia do Sul tem peso significativo. Segundo analistas, o governo exerce influência indireta sobre ligas e clubes, incluindo equipes administradas por governos locais, o que fortalece o debate sobre responsabilidade pública no esporte.
A pressão sobre o técnico
A campanha da seleção na Copa gerou críticas ao técnico Hong Myung-bo, ídolo do futebol sul-coreano e capitão da campanha semifinalista de 2002. A derrota aumentou a pressão sobre ele e elevou a polarização entre torcedores.
A cobrança também se refletiu na segurança de Hong Myung-bo. Houve reforço no Aeroporto Internacional de Incheon após denúncias de ameaças de morte, com protestos de parte dos torcedores durante o desembarque.
Repercussões no ambiente esportivo
Relatos locais indicam que alguns estabelecimentos comerciais recusaram a presença do treinador em fases públicas, e houve depfíce de rosto em coletiva de imprensa exibida pela televisão. Em meio ao desgaste, o contrato e o futuro técnico ganharam espaço na pauta esportiva.
O elenco brasileiro que atua na Coreia do Sul, incluindo o jogador Willyan do Suwon FC, aponta para o avanço do futebol local e para a necessidade de renovação técnica. Ele cita investimentos públicos como parte do cenário que molda o ambiente esportivo do país.
O que se espera a seguir
Analistas ressaltam que a Coreia do Sul pode buscar um novo comando técnico com foco em renovar talentos e ampliar a formação de treinadores. A expectativa é de decisões institucionais que expliquem o uso de recursos públicos e ajustem a gestão da seleção para futuras competições.
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