- Sensor com unidade de medição inercial fica no interior da bola e opera em cerca de 500 Hz, registrando 500 leituras por segundo.
- Os dados são enviados em tempo real para a sala do árbitro de vídeo (VAR) e cruzados com o rastreamento dos jogadores por câmeras no estádio.
- A integração entre as tecnologias permite análise mais precisa de lances como impedimentos e toques de mão.
- Ao ocorrer o toque, o sensor gera um gráfico semelhante a um eletrocardiograma, indicando o momento exato do contato.
- O sistema contribuiu para a anulação do gol da Croácia, ao oferecer elementos objetivos para a revisão pelo VAR.
O equipamento utilizado nas bolas da Copa do Mundo possui uma unidade de medição inercial (IMU) instalada no interior. O sensor opera a cerca de 500 Hz, registrando dados aproximadamente 500 vezes por segundo. Esses dados permitem identificar com precisão o instante de cada toque na bola.
As informações captadas são enviadas em tempo real para a sala do árbitro de vídeo (VAR). Lá, o sistema é integrado ao rastreamento dos jogadores, feito por câmeras instaladas no estádio, para analisar lances como impedimentos e toques de mão.
Quando ocorre o contato, o sensor aponta uma variação no gráfico de dados, parecido com um eletrocardiograma, indicando o momento exato do toque. Em seguida, a informação é cruzada com a posição dos jogadores para embasar a decisão dos auditores de vídeo.
Como funciona o sensor na prática
Essa tecnologia foi determinante para a anulação do gol da Croácia, ao fornecer elementos objetivos para o lance revisado pelo VAR. A combinação entre dados da bola e o georreferenciamento dos atletas aumenta a precisão das decisões.
Experimentos com o sensor já haviam mostrado a capacidade de registrar rapidamente o momento do toque, fortalecendo a análise de jogadas próximas à linha de gol e de domínio da bola. O objetivo é reduzir ambiguidades em lances críticos.
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