- Hossam Hassan elogiou o presidente Abdel Fatah al‑Sisi após a vitória do Egito sobre a Nova Zelândia no Mundial, dizendo que a mensagem dele foi “uma medalha no peito” com efeito de magia.
- Hassan destacou o papel do chefe de Estado na “desenvolvimento sem precedentes” do esporte egípcio, em meio a críticas sobre a mistura entre futebol e política.
- O regime de Sisi, no poder desde 2013, intensificou o controle sobre várias áreas civis, incluindo o futebol, com influência de segurança e militares.
- A gestão da equipe e a infraestrutura do futebol no Egito estão cada vez mais sob entidades ligadas ao militar e aos serviços de inteligência, com patrocinadores e plataformas estatais.
- A experiência de assistir ao Mundial no país passa por locais geridos por órgãos estatais e empresas associadas ao governo, como a Fan Zone oficial gerida pela ACUD.
Hossam Hassan, treinador da seleção egípcia de futebol, elogiou publicamente o presidente Abdel Fattah al-Sisi após a vitória do Egito sobre a Nova Zelândia, pelo Mundial. O técnico ressaltou a liderança do país e associou o resultado a um reconhecimento estatal.
Em entrevista, Hassan afirmou que a mensagem de Sisi foi quase como uma medalha no peito e destacou uma suposta evolução do esporte sob a gestão do governo. O contexto envolve uma relação estreita entre futebol e política no país.
O Egito mudou sua abordagem técnica após a saída de Rui Vitória no início de 2024. Hassan assumiu o comando, com contrato descrito pelo treinador como de “duty national” em vez de vínculo profissional, segundo relatos da época.
Durante a preparação para a Copa, o governo egípcio deixou claro o apoio institucional ao projeto do futebol nacional, enfatizando a importância de jornalistas e especialistas apoiarem a gestão esportiva. Essas declarações foram feitas em 2025.
A trajetória de Hassan no futebol egípcio é marcada por conquistas como jogador e treinador. O ex-árduo atacante levou o Egito à Copa do Mundo com campanha invicta na fase de grupos e ao avanço na fase de mata-mata.
A relação entre o comando técnico e o aparato estatal se acentuou ao longo dos anos. O país tem consolidado influência militar e de serviços de segurança em diversas áreas do esporte, incluindo patrocínios e gestão de estádios.
Contexto institucional
O patrocínio e a gestão do futebol passam por entidades ligadas ao governo. O patrocinador da camisa é uma empresa estatal ligada ao desenvolvimento urbano, criada em 2016. A venda de ingressos ocorre via aplicativo controlado por órgãos governamentais.
A empresa de mídia ligada aos serviços de inteligência administra canais de transmissão e direitos de ligas locais. Dentro desse ecossistema, canais esportivos e plataformas digitais atuam sob controle de entidades estatais.
Esses vínculos moldam a experiência de torcedores, que acompanham eventos como o Mundial em espaços geridos por entidades estatais. O funcionamento do Fan Zone oficial é um exemplo dessa integração entre esporte e governo.
Entre na conversa da comunidade