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Inglaterra e Tuchel adotam táticas de cruzamento inspiradas em Ramsey

England faz 35 cruzamentos em jogo de Copa, maior volume desde 1966, destacando tática histórica e impacto na criação de chances

Noni Madueke started on the right against the DRC, tasked with delivering crosses into the penalty area.
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  • England fez 35 cruzamentos em jogo aberto contra a RD Congo, maior marca desde a campanha que venceu a Copa do Mundo, em 1966.
  • O volume remete aos tempos de Alf Ramsey, com sete dos seus dez melhores momentos em cruzamento ocorrendo nessa linha do tempo, além de exemplos em 1982 e 1998.
  • Dados mostram que, em média, 22,8% dos cruzamentos atingem um companheiro; 12,6% criam chances e 1,4% viram assistências, considerando as últimas 17 temporadas da Premier League.
  • Harry Kane empatou a partida com passe de Anthony Gordon; Jude Bellingham também apareceu em jogadas similares, mostrando versatilidade de cruzamento na criação de chances.
  • No Mundial, England teve vinte grandes chances, a maior de nenhuma seleção até aqui, com boa parte originada de cruzamentos abertos (seis) e cantos (três), totalizando quase a metade.

England venceu a Democratic Republic of the Congo por 2 a 1 no Mundial de 2026, em jogo disputado em Atlanta. A equipe, comandada por Thomas Tuchel, buscou abrir a defesa adversária com cruzamentos em aberto, buscando os atacantes na área.

O confronto marcou uso agressivo de bolas altas: 35 cruzamentos em jogadas abertas, a maior quantidade desde a campanha de 1966. Atacante Harry Kane igualou o jogo, aproveitando cruzamento de Anthony Gordon, consolidando a virada.

Desempenho tático e contexto

A estratégia de cruzamentos, apesar de arriscada, gerou chances de alto valor esperado, segundo dados da Opta. No global do torneio, esse estilo tem se mostrado parte relevante da criação inglesa, principalmente quando há defesa adversária adensada.

O provável peso de Kane como finalizador fica destacado pela conexão com Bellingham em jogadas semelhantes, que resultaram em finalizações com qualidade alta. Mesmo com o risco, o volume de cruzamentos trouxe oportunidades substanciais.

Eficiência e perspectivas

Dados apontam que boa parte das chances criadas veio de passes pela linha de fundo para a área. Enquanto a equipe tem tido menos posse contra defesas compactas, aproxima-se de soluções rápidas por ênfase em cruzamentos e passes diagonais.

No balanço do jogo, os cruzamentos em aberto contribuíram para gerar as melhores oportunidades da Inglaterra, inclusive com seis chutes provenientes desse tipo de entrega, integrantes do top de chances criadas na partida.

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