- Tabloides britânicos sugeriram o uso do Viagra pela seleção da Inglaterra contra o México para enfrentar a altitude de cerca de 2.240 metros do Estádio Azteca.
- Não há respaldo médico para esse uso; a Agência Mundial Antidoping não considera o Viagra como doping, mas não existem estudos suficientes que comprovem benefício esportivo.
- O medicamento pode, em teoria, melhorar a função pulmonar em altas altitudes, reduzindo a pressão nos vasos sanguíneos pulmonares, mas não há evidência sólida de ganho de performance.
- O urologista Roni de Carvalho Fernandes explica que o Viagra aumenta a vasodilatação, o que pode facilitar a oxigenação nos pulmões, mas reforça que não deve ser usado para esse fim.
- Entre os efeitos colaterais estão dor de cabeça, rubor, congestão nasal, tontura, azia e, em raros casos, queda de pressão ou priapismo; a ereção não ocorre espontaneamente, exigindo estímulo sexual.
O Viagra, medicamento usado para disfunção erétil, voltou a figurar em debates sobre a seleção da Inglaterra antes do jogo contra o México. A discussão ganhou força após a imprensa britânica sugerir o uso para lidar com a altitude de Cidade do México, cerca de 2.240 metros, no Estádio Azteca.
Segundo relatos, não há respaldo médico para a aplicação dessa estratégia no contexto esportivo. A Agência Mundial Antidoping não considera o fármaco doping, mas ainda não há estudos sólidos que comprovem melhora de desempenho em altitudes para atletas.
Roni de Carvalho Fernandes, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, afirma que o princípio ativo do medicamento pode reduzir a pressão na circulação pulmonar em altitudes elevadas. Ainda assim, ele ressalta a insuficiência de evidências.
Ele explica que o uso no esporte não é recomendado e não há indicação clínica para essa finalidade. A função do Viagra envolve a vasodilatação, com efeitos diferentes no pulmão e no pênis.
Nos pulmões, o medicamento pode diminuir a resistência vascular pulmonar e facilitar a oxigenação em condições de baixa disponibilidade de oxigênio. Esse efeito, porém, não é comprovadamente seguro para atletas.
O urologista ressalta que o medicamento possui indicações médicas reconhecidas, como disfunção erétil e hipertensão arterial pulmonar. Não há comprovada melhoria de desempenho esportivo.
Entre os efeitos colaterais estão dor de cabeça, rubor facial, congestão nasal, tontura e azia. Em casos raros, pode ocorrer queda de pressão, perda de visão ou audição, ou priapismo.
Fernandes acrescenta que a ereção durante a partida não é prevista. Ele sustenta que a estimulação sexual é necessária para qualquer resposta erétil induzida pelo fármaco.
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