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Mercado de apostas começa a mudar, mesmo com a dependência do futebol

Patrocínios máster caem com tributação mais alta e novas regras; o futebol enfrenta ajuste no financiamento e busca novas fontes de receita

Redução no número de patrocínios máster, aumento da tributação e novas regras do setor indicam uma reacomodação que pode diminuir a dependência dos clubes das casas de apostas
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  • Doze dos vinte clubes da Série A começaram a temporada com uma casa de apostas como patrocinadora máster, índice menor do que em 2025.
  • Em 2025, o futebol brasileiro recebeu mais de R$ 1 bilhão de investimentos de apostas; a tendência atual aponta desaceleração conforme o mercado se ajusta.
  • A tributação aumentou para 13% sobre a receita, e regras de regularização fizeram as marcas reduzirem o número de patrocínios e frearem investimentos.
  • Grêmio e Internacional romperam com a mesma casa de apostas no fim de 2025; seis meses depois, ainda não conseguiram fechar novo patrocínio máster.
  • Além de camisas, as apostas continuam em ações de publicidade nos estádios, nome de competições e ativação digital, com buscas por novas fontes de receita.

O futebol brasileiro continua dependente de patrocínio de casas de apostas, mas o cenário já mostra sinalizações de contenção. A alta carga tributária e novas regras do setor ajudam a acelerar a reacomodação das receitas.

Entre os 20 clubes da Série A, 12 iniciaram a temporada com uma casa de apostas como patrocinadora máster. Antes da retomada após a Copa do Mundo, esse número pode subir, com clubes como o Vasco em busca de parceiros desse segmento.

O ajuste ocorre em meio a mudanças regulatórias que elevam a tributação para 13% sobre a receita. Empresas do setor também precisam se regularizar, levando marcas a reduzir o número de clubes patrocinados e frear novos investimentos.

Além do branding nas camisas, o setor investe em placas de publicidade, nomes de competições, ativações digitais, programas de sócio-torcedor e transmissões. Clubes médios e pequenos chegaram a receber aportes relevantes, que já não se repetem com a desaceleração.

Grêmio e Internacional exemplificam a mudança. No fim de 2025, romperam com a mesma casa que aparecia nas camisas. Recentemente, houve atraso de pagamentos; seis meses depois, os dois seguem sem patrocinador máster, com propostas aquém do contrato anterior.

A dependência ainda é visível, mas o ritmo de investimentos reduziu. A consolidação do mercado, a saída de empresas menores e as novas regras indicam uma tendência de redução da dependência de apostas no futebol brasileiro.

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