- A pausa para hidratação na Copa de 2026, na América do Norte, volta a figurar como proposta de Infantino, que manteve a ideia de Havelange, sem ampliar o tempo de jogo.
- Em 1990, Havelange defendia quatro tempos de vinte e cinco minutos para criar intervalos publicitários; a ideia gerou repercussão negativa e foi abandonada.
- Nesta edição, todos os cento e quatro jogos terão paradas aos 22 minutos de cada tempo, com três minutos de intervalo para anúncios publicitários.
- Treinadores como Lionel Scaloni, Marcelo Bielsa e Thomas Tuchel criticaram a medida, dizendo interrompe a fluidez da partida; Carlo Ancelotti, porém, vê a pausa como positiva para ajustes.
- A prática já ocorreu em alguns jogos anteriores por decisão de árbitro; agora é obrigatória independentemente das condições do tempo, gerando críticas sobre publicidade durante as pausas.
A Fifa confirmou a adoção de pausas para hidratação na Copa do Mundo de 2026, na América do Norte. A medida, defendida de forma original por Gianni Infantino, prevê que todas as 104 partidas sejam paralisadas duas vezes aos 22 minutos de cada tempo. A ideia vem de uma proposta antiga de Havelange, que tentou implementá-la em 1994, sem sucesso.
A iniciativa não visa apenas saúde, segundo a organização, mas também uniformidade de condições entre seleções e transmissões. Em 1990, Havelange já defendia tempos de 25 minutos para criar espaço para publicidade. A repercussão negativa na época levou ao abandono da ideia.
Reações e contexto histórico
Treinadores e analistas divergem sobre o impacto na fluidez do jogo. Alguns críticos argumentam que a pausa parte o ritmo da partida, parecendo dividir o tempo em quatro quartos. Outros veem oportunidade de ajustes táticos durante os três minutos de interrupção.
Entre as vozes favoráveis, Carlo Ancelotti defende a medida como útil para recuperar atletas e fazer ajustes. O técnico brasileiro também já utilizou o recurso em momentos de jogo, destacando que a pausa pode ajudar na estratégia de equipe.
A mudança já havia sido testada em situações de calor extremo em edições anteriores, com interrupções pontuais. Na atual Copa, porém, as paradas são obrigatórias independentemente das condições climáticas, gerando vaias e críticas de torcedores e parte da imprensa.
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