- Eliminação do Brasil nas oitavas da Copa do Mundo de 2026 para a Noruega, pior campanha desde 1990, em meio a um ciclo com quatro treinadores e Carlo Ancelotti chegando em maio de 2025.
- Ciclo técnico conturbado: mudanças de treinador e crises na CBF atrapalharam a construção de um projeto sustentável.
- Renovação incompleta: manteve-se a base de jogadores experientes, enquanto a nova geração não assumiu protagonismo de forma consistente.
- Lesões observaram o ataque: baixas de Estêvão, Eder Militão, Raphinha e Paquetá reduziram opções ofensivas; Weslley e Danilo também sofreram com problemas.
- Falta de definição em cobranças de pênalti e bola parada expôs planejamento falho, com pênalti desperdiçado e gols adversários em jogadas aéreas.
- Neymar foi convocado mesmo machucado, evidenciando falha de planejamento.
O Brasil foi eliminado nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, perdendo por 2 a 1 para a Noruega no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey. A derrota, ocorrida neste domingo, tende a figurar entre as campanhas mais discretas desde 1990. O República Futebol Nacional enfrentou um ciclo turbulento de mudanças e apostas sem tempo para consolidar um projeto.
A eliminação destacou um conjunto de fatores que vão desde a instabilidade administrativa da CBF até escolhas técnicas. O Brasil enfrentou um período de transição, com quatro treinadores desde a saída de Tite. Carlo Ancelotti chegou em maio de 2025 para conduzir o caminho até o Mundial.
Ciclo confuso e desfoque no projeto
A preparação foi marcada pela ausência de um trabalho consolidado, com interinos no comando e crises políticas na CBF. A alternância de modelos de jogo dificultou a construção de uma identidade. Rivais diretos, como Argentina, França e Espanha, já promoviam projetos de longo prazo.
Renovação incompleta da geração
Ancelotti manteve a base de jogadores experientes, próximos do fim do ciclo, enquanto a nova geração não assumia totalmente o protagonismo. O elenco mostrou dependência de veteranos como Casemiro, Danilo, Marquinhos e Neymar, e ainda careceu de confirmadas promessas para decidir.
Vinícius Júnior perdeu protagonismo
Vinícius Júnior iniciou a Copa em ótima fase, com quatro gols em quatro jogos. Na decisão contra a Noruega, não cobrou o pênalti no primeiro tempo e, apesar de bons dribles, não decidiu. Aos 25 anos, ele ainda pode evoluir em Copas futuras.
Lesões reduziram o potencial ofensivo
Preparo e campanha foram impactados por problemas físicos. Estêvão ficou de fora antes do Mundial, como titular provável, e Eder Militão ausentou-se, levando a convocações alternativas. Raphinha se contundiu durante a competição, e Paquetá também ficou fora por lesão.
Falta de definição nas cobranças de pênaltis
A derrota para a Noruega expôs a dúvida sobre quem cobraria pênalti com regularidade. Quase todos os cobradores principais ficaram no banco no primeiro tempo, e Bruno Guimarães converteu uma cobrança decisiva, sem sucesso.
Bola parada e erros na marcação
O time voltou a sofrer com defesa em bolas aéreas. Haaland abriu o placar de cabeça após falha na marcação de Gabriel Magalhães. A seleção insistiu em ensaios de jogadas de bola parada, mas não alcançou melhoria suficiente na prática.
Convocação de Neymar machucado
Neymar integrou a lista apenas perto da convocação após sequência de jogos pelo Santos. Machucado, ele não poderia atuar 90 minutos se necessário, o que evidenciou falha de planejamento na seleção. O atleta se apresentou mesmo com quadro mais grave.
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