- Após a eliminação da Coreia do Sul, torcedores vãoaram Hong Myung-bo, que renunciou ao cargo, e houve ameaça de morte online; a polícia foi acionada no aeroporto próximo a Seul para manter a ordem.
- Reação de ódio a ex-jogadores, como David Beckham em 1998, com punições e abusos; publicações de hostilidade em bares e tabloides contribuíram para pressão sobre o atleta.
- A Federação Internacional de Futebol (Fifa) informou aumento de ataques racistas online e criou um serviço de monitoramento para identificar e encaminhar casos às autoridades; mais de cem relatos atingiram o patamar de processo.
- O serviço de monitoramento da Fifa aponta que os ataques racistas são a principal categoria de abuso na Copa e oferece evidências para ações policiais.
- A violência associada a Copas é histórica, com incidentes após derrotas em 1990 e 1998, além de confrontos recentes em Haia após a vitória do Marrocos, com prisões pela polícia.
O que aconteceu após a eliminação da Coreia do Sul da Copa do Mundo gerou reações intensas entre torcedores. Em Seul, dezenas de fãs vãoaram o técnico Hong Myung-bo no saguão de desembarque, após ele renunciar ao cargo. Ameaças de morte foram registradas online, levando a mobilização policial no aeroporto da região para garantir a passagem do treinador.
Também houve registro de pressão psicológica e insultos públicos. A situação ilustra como o fim de uma campanha pode desencadear hostilidade entre torcedores, mesmo sem relação direta com a performance de jogadores no campo.
A ausência de resultados satisfatórios em uma seleção costuma provocar manifestações, mas as cenas descritas mostraram gravidade maior, com autoridades confirmando medidas para manter a ordem durante o retorno do técnico ao país.
A demonização de Beckham
David Beckham, astro inglês de 1998, ficou conhecido por episódios de abuso e ameaças. Em Londres, um bar expôs uma imagem dele com corda no pescoço após a derrota da Inglaterra para a Argentina na fase eliminatória. O jogador relatou ter recebido críticas severas e cobranças indevidas ao longo de anos.
O episódio retrata como a pressão de torcedores pode evoluir para ataques públicos. Beckham também viveu situações de vaias em estádios rivais ao retornar ao Manchester United, além de relatos de cuspidas e ameaças que afetaram sua saúde mental.
Beckham afirmou em documentário ter enfrentado um combate profundo com o assédio, destacando o peso de críticas que vão além do esporte. A cobertura midiática contribuiu para a percepção de culpa coletiva diante de resultados ruins.
Abuso racista
A Fifa informou aumento de ataques racistas online durante o mundial, criando um serviço de monitoramento. A organização disse ter registrado mais de cem casos que atingiram o patamar de instauração de processos judiciais na fase de grupos.
O monitoramento aponta que o racismo foi a principal categoria de mensagens abusivas. As evidências geradas pelo serviço são encaminhadas às autoridades para apoio a investigações.
Violência
Histórico de violência ligada a partidas acompanha Copas há décadas, com episódios em diferentes regiões. Em 2022, relatos de confrontos entre torcidas e polícia ocorreram em várias cidades durante a Copa do Catar.
Casos anteriores mostraram tragédias, como atropelamentos durante tumultos após derrotas. Recentemente, após vitórias de seleções adversárias, houve episódios de distúrbios com prisões e feridos.
Dados sobre ações de enfrentamento indicam que cidades internacionais reforçam policiamento e fiscalização para evitar agravamento de conflitos envolvendo torcedores.
Fonte: apuração a partir de publicações esportivas sobre Copa do Mundo e relatos de autoridades.
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