- Rodrigo Mattos afirmou, no Fim de Papo do Canal UOL, que a reversão da suspensão de Balogun gera incômodo dentro da FIFA e reacende o debate sobre isonomia na Copa do Mundo de 2026.
- Segundo ele, o governo dos Estados Unidos pediu a Gianni Infantino a reversão do cartão vermelho recebido pelo atacante na partida contra a Bósnia, e o Comitê Disciplinar da FIFA decidiu pela mudança.
- A decisão resultou em uma suspensão de um ano condicional; se houver outra expulsão, Balogun deverá cumprir a punição. A Copa já ocorrera segundo a leitura do jornalista.
- A FIFA afirmou ter base no regulamento para a mudança, mas Mattos criticou a falta de transparência do processo e a percepção de favorecimento aos EUA.
- Reações de federações europeias foram citadas, principalmente da Bélgica e da Noruega; a tendência é de pouca consequência prática, segundo o comentarista, mesmo com o mal-estar entre os visitantes.
A reversão da suspensão do atacante Balogun, dos Estados Unidos, está gerando incômodo dentro da FIFA e reacende o debate sobre isonomia na Copa do Mundo de 2026. A alteração foi anunciada após intervenção do Comitê Disciplinar da entidade, segundo o jornalista Rodrigo Mattos.
De acordo com Mattos, o governo de Donald Trump teria pedido a Gianni Infantino a revisão do cartão vermelho aplicado ao jogador na partida contra a Bósnia. A decisão, que inicialmente caberia ao comitê disciplinar, acabou sendo revertida e Balogun ficou com a suspensão suspensa por um ano, condicionada a eventual nova expulsão. A regra citada seria o artigo 27 da FIFA, ainda sem uso previsto em Copas.
Mattos afirmou que a FIFA justificou a mudança com base no regulamento, mas criticou a transparência do processo e sugeriu que a medida parece favorecer os EUA, alimentando a percepção de desequilíbrio na competição. Ninguém tem clareza sobre como o entendimento foi alcançado.
Mudança gera críticas à isonomia
O comentarista alertou que o histórico de competições não sustenta comparações diretas com casos anteriores, citando situações como Cristiano Ronaldo em Eliminatórias e Garrincha em 1962, quando não havia suspensão automática para cartão vermelho. A discussão ganhou adesão de federações europeias, com foco inicial na Bélgica, que se sentiu prejudicada.
Segundo ele, o incômodo tem ganhado força dentro da FIFA, com a percepção de que a isonomia da Copa pode estar sendo colocada à prova por uma decisão pouco transparente. A leitura é de que a medida, embora apoiada em artigos do regulamento, não apresenta clareza sobre critérios e impactos.
Para Mattos, a repercussão tende a ter pouca consequência prática. Ele mencionou que reações públicas de Bélgica e Noruega podem não evoluir para ações formais. O periodista ainda avaliou que a proximidade entre a gestão da FIFA e o governo americano contribui para o desconforto, sem afirmar vínculo direto entre política e decisão.
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