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Trajano: não cabe pensar em 2030 após queda do Brasil

Após a queda nas oitavas para a Noruega, Trajano diz que pensar em 2030 não cabe e cobra renovação do meio-campo e identidade da seleção

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  • Trajano disse que pensar no futuro em 2030 não cabe após a eliminação nas oitavas da Copa do Mundo de 2026, dizendo que o Brasil precisa sofrer e entender o que aconteceu.
  • Ele criticou o técnico Carlo Ancelotti e a CBF, afirmando que não houve novidades, além de convocação e escalação inadequadas ao longo do ciclo.
  • Danilo Lavieri apontou que a estratégia para enfrentar Haaland fazia sentido no início, mas virou teimosia ao não funcionar, questionando pênalti perdido e protagonismo de Vinícius Júnior.
  • PVC defendeu debate estruturado sobre formação, especialmente no meio-campo, dizendo que a seleção tem apenas trinta e cinco por cento de posse de bola e precisa de novos meio-campistas.
  • Arnaldo Ribeiro e Walter Casagrande destacaram, respectivamente, que a posse não explica tudo e que há uma desconexão entre desempenho e cobrança, associando o momento a uma cultura de cortes e modismos.

O Brasil foi eliminado nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, após derrota para a Noruega. Em o programa Posse de Bola, do Canal UOL, especialistas analisaram o desempenho e discutiram o que precisa mudar para o futuro próximo, incluindo críticas a Carlo Ancelotti e à CBF.

Entre as principais cobranças, Trajano afirmou que não cabe pensar no ciclo de 2030 enquanto a derrota permanece recente. Para ele, o time precisa sofrer, compreender o que ocorreu e evitar repetir erros, abrindo espaço para uma reflexão profunda sobre a seleção.

Lavieri avaliou que a estratégia diante de Haaland fazia sentido no começo, mas tornou-se teimosia diante da inviabilidade prática. Ele criticou o pênalti perdido por Bruno Guimarães e a ausência de protagonismo de Vinícius Júnior na cobrança.

PVC defendeu um debate estruturado sobre formação, especialmente no meio-campo. Segundo ele, a eliminação expôs problemas de identidade, com o Brasil mantendo apenas 35% de posse de bola, o que, em sua visão, não condiz com a tradição da seleção.

Arnaldo Ribeiro concordou que a posse de bola não resolve tudo, mas criticou a ideia de simplesmente ceder a bola ao adversário para explorar falhas, destacando que o DNA do futebol brasileiro não deve ser negado.

Casagrande comentou sobre o ambiente ao redor da equipe, apontando um descompasso entre desempenho e cobrança. Para ele, a eliminação coincidiu com uma cultura de cortes e tendências de popularidade que dissipam a pressão por resultados.

Reações e impactos

  • Trajano reforçou que o debate precisa priorizar o que ocorreu na competição e não criar projeções imediatas para 2030.
  • Lavieri destacou que mudanças táticas e de elenco devem ser consideradas, especialmente para o meio-campo.
  • PVC argumentou pela necessidade de renovação de jogadores e de identidade tática, com foco em posse de bola mais estabilizada.
  • Arnaldo Ribeiro ressaltou que o time não pode abrir mão de um estilo que caracterize o futebol brasileiro.
  • Casagrande observou uma desconexão entre comportamento da torcida e a cobrança pela performance da equipe.

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