- União Europeia e a Uefa criticaram a Fifa por revogar o cartão vermelho aplicado ao atacante dos EUA, Folarin Balogun, na Copa do Mundo.
- O comissário de esportes da UE, Glenn Micallef, afirmou que decisões esportivas pertencem às entidades do esporte, não a políticos, citando suposta intervenção de Donald Trump.
- A Uefa disse que a decisão da Fifa “cruzou uma linha vermelha” e compromete a integridade e a credibilidade da competição.
- O próximo jogo dos EUA nas oitavas será contra a Bélgica, às 21h, nesta segunda-feira.
- A Federação Belga de Futebol afirmou estar surpresa com a liberação de Balogun e disse que a suspensão deveria ser automática, abrindo investigação; nos EUA, Trump elogiou a decisão.
A União Europeia e a UEFA criticaram a Fifa nesta segunda-feira por revogar o cartão vermelho aplicado ao atacante norte-americano Folarin Balogun, na última partida da fase de grupos da Copa do Mundo. A decisão foi classificada como incompreensível e injustificável pela entidade europeia e pela confederação.
Segundo a Fifa, o episódio ocorreu no jogo entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina, quando Balogun recebeu o cartão vermelho aos 18 minutos da etapa final após pisar o tornozelo de Muharemovic. A apelação permanece sob análise de um conselho independente.
Glenn Micallef, comissário da UE para esportes, afirmou que decisões esportivas devem ficar a cargo das entidades do esporte, não de políticos, citando possíveis impactos de intervenções políticas na autonomia do futebol. A fala ocorreu após relatos de uma suposta intervenção de Donald Trump.
A UEFA emitiu comunicado ressaltando que a decisão compromete a integridade do esporte. A entidade afirmou que a atuação da Fifa “cruzou uma linha vermelha” e prejudicou a credibilidade da competição, ao deixar dúvida sobre as regras.
O próximo duelo das oitavas de final dos EUA é contra a Bélgica, marcado para as 21h desta segunda-feira. O jogo definirá a continuidade da equipe na competição, com a Bélgica entre os seleções remanescentes europeias.
Suposta intervenção de Trump
Uma autoridade dos EUA informou que Donald Trump entrou em contato com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para entender os motivos da expulsão de Balogun. O lance ocorreu contra a Bósnia e Herzegovina, na quarta-feira.
A revisão do lance pelo VAR confirmou a expulsão de Balogun por pisão. Uma fonte anônima da TV Globo disse que o governo americano forneceu evidências adicionais usadas no processo de apelação, que é conduzido por um conselho independente.
O governo americano, por meio de redes sociais, elogiou a Fifa pela decisão de reverter o cartão vermelho, com Trump afirmando tratar-se de uma grande injustiça corrigida. O tema gerou repercussão política e esportiva internacional.
Reações de técnicos e entidades
Mauricio Pochettino, técnico dos EUA, celebrou a decisão. O treinador afirmou que Balogun já havia sido punido o suficiente e que o cartão foi injusto, ressaltando o impacto da expulsão no time.
A Federação Belga de Futebol expressou surpresa com a possibilidade de Balogun atuar na próxima partida. Em nota, citou o Artigo 66.4 do Código Disciplinar da Fifa, que prevê suspensão automática após expulsão, e o Artigo 10.5 do Regulamento da Copa de 2026. A Bélgica investiga opções legais.
A Belga também informou que a liberação contraria regras reiteradas pela Fifa em circulares e reuniões oficiais antes das partidas. A entidade afirma agir para proteger princípios de fair play e direitos das seleções.
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