O anúncio de que as finais da Billie Jean King Cup serão transferidas da Espanha para a China nos próximos três anos levanta questões sobre a posição da fundadora da Associação de Tênis Feminino (WTA), Billie Jean King. Em dezembro de 2021, ela foi uma das defensoras do boicote da WTA à China, em resposta […]
O anúncio de que as finais da Billie Jean King Cup serão transferidas da Espanha para a China nos próximos três anos levanta questões sobre a posição da fundadora da Associação de Tênis Feminino (WTA), Billie Jean King. Em dezembro de 2021, ela foi uma das defensoras do boicote da WTA à China, em resposta ao tratamento da ex-número um de duplas, Shuai Peng, que desapareceu publicamente após acusar o ex-vice-premiê chinês Gaoli Zhang de abuso sexual. King expressou seu orgulho pela WTA ao defender Peng, ressaltando a importância dos direitos humanos.
King, que conquistou 12 títulos de Grand Slam, afirmou na época: “Estou muito feliz que a WTA a tenha defendido. Haverá muitos desafios à nossa frente, mas defender os direitos humanos e (combater) os abusos é muito importante.” Agora, com a competição que leva seu nome se mudando para Shenzhen, onde ocorrerá de 2025 a 2027, a situação se torna ainda mais complexa.
Os organizadores destacaram que a China oferece “um cenário excelente” para o torneio, citando suas “instalações de última geração” e o crescimento da cultura do tênis no país, além da demanda crescente por esportes femininos. Essa mudança ocorre em um contexto onde a WTA já havia suspendido torneios na China devido a preocupações com a segurança de Peng, levantando questionamentos sobre a decisão atual.
A transferência do torneio para a China pode gerar um dilema para King, que defendeu a posição da WTA em um momento crítico. A expectativa é que a competição mantenha seu compromisso com os direitos humanos, mesmo diante das novas circunstâncias que envolvem sua realização em um país com um histórico controverso nesse aspecto.
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