A partir de março de 2025, a revisão por vídeo será implementada em todas as quadras do BNP Paribas Open, em Indian Wells, e estará disponível em todos os torneios dos nove ATP Masters 1000. Essa tecnologia, que estreou no ATP Tour em 2018 durante o Next Gen ATP Finals, foi utilizada pela primeira vez […]
A partir de março de 2025, a revisão por vídeo será implementada em todas as quadras do BNP Paribas Open, em Indian Wells, e estará disponível em todos os torneios dos nove ATP Masters 1000. Essa tecnologia, que estreou no ATP Tour em 2018 durante o Next Gen ATP Finals, foi utilizada pela primeira vez no ATP Finals em 2020. A introdução da revisão por vídeo é parte de um esforço contínuo para melhorar a precisão da arbitragem, com a chamada eletrônica de linha sendo adotada em todos os eventos do ATP Tour em diversas superfícies.
A demanda por essa tecnologia ganhou destaque após um incidente controverso em agosto de 2024, quando Novak Djokovic se manifestou nas redes sociais. O tenista criticou a falta de revisão em um ponto decisivo que resultou na vitória do britânico Jack Draper sobre o canadense Félix Auger-Aliassime no Masters 1000 de Cincinnati. O árbitro não percebeu um duplo quique, validando o ponto em questão. Djokovic expressou sua frustração, afirmando que é “constrangedor” não haver replay de vídeo em situações como essa.
O recordista de Grand Slam enfatizou que, enquanto o Hawk-eye é utilizado para chamadas de linha, a ausência de uma regra que permita aos árbitros de cadeira alterarem decisões com base em revisões de vídeo é inaceitável. Ele argumentou que, enquanto os espectadores na televisão podem ver o que realmente aconteceu, os jogadores em quadra ficam sem informações. Djokovic pediu que os circuitos garantissem que situações semelhantes não se repetissem, destacando a necessidade de modernização no esporte.
A implementação da revisão por vídeo representa um passo significativo para o tênis, alinhando-se com as expectativas tecnológicas do século 21. A medida visa não apenas melhorar a experiência dos jogadores, mas também a dos fãs, proporcionando um padrão de arbitragem mais justo e transparente.
Entre na conversa da comunidade