Meenakshi Raghavan, uma mulher de 82 anos, continua a ensinar Kalaripayattu, uma arte marcial antiga da Índia, e não pensa em se aposentar. Ela é considerada a mulher mais velha do mundo a praticar essa modalidade e afirma que vai continuar até o fim da vida. O Kalaripayattu, que vem de Kerala e tem mais de 3.000 anos, não é apenas sobre combate, mas também ensina disciplina e autodefesa. Meenakshi, conhecida como Meenakshi Amma, vive em Vadakara e fundou sua escola em 1950 com seu marido, lecionando para cerca de 50 alunos diariamente. O aprendizado é dividido em quatro etapas, começando com exercícios físicos e passando por lutas com bastão, combate com armas e, finalmente, luta desarmada. Ela também lembra que começou a treinar aos sete anos, mesmo quando muitas meninas eram desencorajadas a continuar após a puberdade. Após a morte do marido em 2007, Meenakshi assumiu a escola e planeja passar o comando para seu filho Sanjeev, que também é instrutor. Ela é uma figura respeitada na comunidade e inspira muitos alunos, que abriram suas próprias escolas de Kalaripayattu.
Mulher de 82 anos desafia o tempo ensinando arte marcial indiana
Meenakshi Raghavan, de 82 anos, continua a lecionar Kalaripayattu, uma antiga arte marcial da Índia, e não planeja se aposentar. A professora, considerada a mulher mais velha do mundo a praticar a modalidade, afirma que continuará a praticar “até o dia em que morrer”.
Kalaripayattu: história e benefícios
Originária do estado de Kerala, no sul da Índia, a arte marcial tem pelo menos 3.000 anos de história e é considerada a mais antiga do país. O Kalaripayattu – que significa “campo de batalha” e “luta” – não se limita ao combate, mas também promove disciplina, força e autodefesa.
Uma vida dedicada ao ensino
Conhecida como Meenakshi Amma, a professora vive em Vadakara, cidade que também abriga outros expoentes da arte, como Unniyarcha e Thacholi Othenan. Ela fundou sua própria escola de Kalari em 1950, com seu marido, e leciona para cerca de 50 alunos diariamente.
Quatro etapas de aprendizado
O Kalaripayattu possui quatro etapas de aprendizado, que exigem paciência e dedicação. O treinamento começa com *meypattu* – massagem com óleo seguida de exercícios de condicionamento físico. Em seguida, os alunos progridem para *kolthari* (luta com bastão), *angathari* (combate com armas) e, finalmente, *verumkai* – o nível mais alto, que envolve combate desarmado.
Influência em outras artes marciais
Vinod Kadangal, outro professor de Kalari, acredita que o Kung Fu adaptou princípios como técnicas de respiração e *marmashastra* (estimulação de pontos vitais para otimizar o fluxo de energia) do Kalaripayattu. A lenda diz que, no século VI, o monge budista Bodhidharma introduziu essas técnicas aos monges Shaolin, influenciando a arte marcial chinesa.
Superando barreiras sociais
Meenakshi Amma recorda que, aos sete anos, iniciou seus treinos no Kalari por sugestão de seu guru, VP Raghavan, que notou sua habilidade na dança. Na época, a prática era obrigatória nas escolas de Kerala, mas as meninas eram incentivadas a interromper o treinamento após a puberdade. Seu pai, no entanto, a encorajou a continuar até a adolescência.
Legado para as futuras gerações
Após a morte de seu marido, em 2007, Meenakshi Amma assumiu formalmente a direção da escola. Ela espera, no futuro, passar o comando para seu filho mais velho, Sanjeev, de 62 anos, que também é instrutor na escola e se sente honrado em aprender com a mãe. A professora é uma figura respeitada na comunidade e inspira seus alunos, muitos dos quais abriram suas próprias escolas de Kalari em todo o estado.
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