A federação mundial de boxe, A World Boxing, anunciou que fará testes de gênero obrigatórios para os atletas. Isso significa que a boxeadora argelina Imane Khelif, que ganhou a medalha de ouro nas Olimpíadas de Paris, não poderá competir até passar por esses testes. A nova regra, que começa em julho, tem como objetivo garantir a segurança e a igualdade nas competições entre homens e mulheres. Khelif não poderá participar de eventos, como a Copa de Boxe na Holanda, até que os testes sejam realizados. A federação explicou que os testes vão verificar o sexo no nascimento e a elegibilidade para competir, buscando o gene SRY, que indica a presença do cromossomo Y. Se esse cromossomo for encontrado, a atleta só poderá competir na categoria masculina. Khelif já enfrentou polêmicas antes, quando sua participação nos Jogos de Paris foi questionada devido a alegações sobre sua genética.
A World Boxing, federação mundial de boxe, anunciou a implementação de testes de gênero obrigatórios para seus atletas. A medida, que visa garantir a segurança e a igualdade nas competições, vetou a participação da boxeadora argelina Imane Khelif, medalha de ouro nas Olimpíadas de Paris, até que ela passe pela testagem.
Os testes começarão em primeiro de julho e fazem parte de uma nova política de “sexo, idade e peso”. A federação enviou uma carta à federação argelina de boxe informando sobre o veto a Khelif, que não poderá competir na Copa de Boxe de Eindhoven, na Holanda, até que os exames sejam realizados. A decisão é uma resposta a polêmicas surgidas durante os Jogos de Paris-2024.
A federação argumenta que a medida busca proteger a saúde mental e física de todos os atletas, incluindo Khelif. O teste envolverá um exame genético PCR para determinar o sexo no nascimento e a elegibilidade para competir. O gene SRY, que indica a presença do cromossomo Y, será o foco da análise. Atletas com cromossomos XY ou diferenças no desenvolvimento sexual que resultem em androgenização masculina só poderão competir na categoria masculina.
Khelif já enfrentou controvérsias em sua carreira. Durante os Jogos de Paris, a Associação Internacional de Boxe (IBA) não autorizou sua participação no Mundial de 2023, alegando que ela teria a combinação de cromossomos XY. Apesar disso, o Comitê Olímpico Internacional (COI) permitiu sua participação nos Jogos. A boxeadora conquistou a medalha de ouro na categoria meio-médio, mesmo diante de ataques e discursos de ódio.
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