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World Boxing exige teste genético para comprovar gênero de boxeadores

World Boxing exige teste genético para comprovar gênero de boxeadores. Imane Khelif está suspensa até a realização do exame.

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A World Boxing, que cuida do boxe olímpico, anunciou uma nova regra que exige teste genético para confirmar o gênero de todos os boxeadores, tanto homens quanto mulheres. A medida foi criada para garantir segurança e igualdade nas competições. A boxeadora Imane Khelif, campeã olímpica, está suspensa até realizar o teste, após ter seu gênero questionado. A nova política foi desenvolvida com a ajuda de especialistas e exige que todos os boxeadores com mais de 18 anos façam um exame para determinar seu sexo biológico. O teste busca identificar a presença do cromossomo Y, que indica se a pessoa foi designada homem ao nascer. Se uma boxeadora que quer competir na categoria feminina tiver o cromossomo Y, seu caso será analisado por médicos especialistas.

A World Boxing, federação internacional de boxe olímpico, anunciou uma nova política que exige teste genético para comprovar o gênero de todos os boxeadores. A medida, divulgada nesta sexta-feira, visa garantir a segurança e a igualdade nas competições. A argelina Imane Khelif, campeã olímpica, está suspensa até que realize o teste, após questionamentos sobre seu gênero.

A nova política abrange tanto homens quanto mulheres e foi desenvolvida por um grupo de trabalho da entidade, que incluiu membros do Comitê Médico e de Antidoping. A World Boxing afirma que a decisão reflete preocupações com a saúde mental e física dos atletas, especialmente em relação às reações sobre a participação de Khelif na Copa do Mundo de Eindhoven.

Os boxeadores com mais de dezoito anos que desejarem competir devem passar por um exame PCR (reação em cadeia da polimerase) para determinar o sexo biológico. O teste é realizado a partir de amostras de swab nasal, saliva ou sangue, buscando identificar o material genético SRY, que indica a presença do cromossomo Y.

Critérios de Elegibilidade

Os critérios estabelecem que são elegíveis para as categorias masculinas atletas designados homens ao nascimento, evidenciados pela presença do cromossomo Y, ou que apresentem diferença de desenvolvimento sexual (DSD) com androgenização masculina. Para as categorias femininas, são elegíveis atletas designadas mulheres ao nascimento, com cromossomo XX ou ausência do Y.

Caso um resultado de uma boxeadora que deseja competir na categoria feminina apresente o cromossomo Y, as amostras serão encaminhadas a especialistas clínicos independentes para avaliações adicionais. A nova política busca assegurar um ambiente competitivo justo e seguro para todos os participantes.

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