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Taro Daniel critica distribuição de recursos e propõe melhorias no esporte

Taro Daniel propõe salário mínimo de US$ 100 mil para tenistas até a 400ª posição, visando aliviar pressões financeiras no esporte.

Foto: Reprodução
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O tenista japonês Taro Daniel, que está na 154ª posição do ranking, enfrenta problemas financeiros, como muitos atletas fora do top 200. Em entrevista, ele sugeriu que jogadores até a 400ª posição recebam um salário mínimo de 100 mil dólares, financiado pelos Grand Slams e pela ATP/WTA, argumentando que essa proposta é viável, dado que os Grand Slams arrecadam entre 350 milhões e 500 milhões de dólares por ano. Apesar de a ATP ter criado um programa de segurança financeira que garante ganhos mínimos para jogadores até a 250ª posição, Daniel destacou que os custos operacionais são altos. Ele revelou que, nos primeiros seis meses do ano, ganhou 180 mil dólares em prêmios, mas esse valor é rapidamente consumido por despesas, que podem chegar a 20 mil dólares por mês. Os custos incluem hotel, alimentação, voos e salários da equipe, sendo que um treinador itinerante pode custar pelo menos 50 mil dólares. Daniel enfatizou que, mesmo em um Grand Slam, os jogadores podem não ganhar dinheiro, ressaltando a pressão financeira que enfrentam. A proposta de um salário mínimo visa ajudar a aliviar essa carga e garantir mais sustentabilidade na carreira dos tenistas.

Nova York (EUA) – O tenista japonês Taro Daniel, atualmente na 154ª posição do ranking, enfrenta dificuldades financeiras que refletem a realidade de muitos atletas fora do top 200. Em entrevista ao Financial Times, ele propôs uma solução para melhorar a situação dos jogadores de baixo ranking.

Daniel sugere que jogadores até a 400ª posição recebam um salário mínimo de US$ 100 mil, financiado pelos Grand Slams e pela ATP/WTA. Ele argumenta que, com a arrecadação anual dos Grand Slams variando entre US$ 350 milhões e US$ 500 milhões, essa proposta não seria inviável. “Seriam US$ 8 milhões de cada organização, o que não é absurdo”, afirmou.

Embora a ATP tenha lançado o programa de segurança financeira Baseline em 2024, que garante ganhos mínimos para jogadores até a 250ª posição, Daniel destaca que os custos operacionais são altos. Ele revelou que, nos primeiros seis meses do ano, ganhou US$ 180 mil em prêmios, mas esse valor é rapidamente consumido por despesas. “Meu extrato de cartão de crédito dá pelo menos US$ 20 mil por mês só em despesas operacionais”, explicou.

Despesas Elevadas

Os custos incluem hotel, alimentação e voos, além dos salários da equipe. Daniel mencionou que um treinador itinerante pode custar pelo menos US$ 50 mil, sem contar a comissão de 10% sobre os prêmios. Ele observa que, enquanto no início da carreira muitos jogadores viajavam sozinhos, hoje é raro encontrar um atleta que não tenha um técnico ou preparador físico.

“Mesmo em um Grand Slam, você não está necessariamente ganhando dinheiro”, concluiu Daniel, ressaltando a pressão financeira que os tenistas enfrentam. A proposta de um salário mínimo para jogadores de baixo ranking visa aliviar essa carga e garantir uma maior sustentabilidade na carreira esportiva.

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