- Giovanni Mpetshi Perricard registrou o saque mais rápido da história de Wimbledon, atingindo 153 mph (cerca de 246 km/h) em sua partida contra Taylor Fritz na primeira rodada de 2023.
- O jogador francês ocupa a 36ª posição no ranking mundial e atribui seu sucesso a uma técnica natural.
- O ex-jogador e cientista do esporte Mark Kovacs destaca a importância da biomecânica do saque, que envolve oito componentes essenciais.
- John Isner detém o recorde oficial de 157,2 mph (253 km/h) desde 2016, enquanto Albano Olivetti lançou um saque de 160 mph (257 km/h) em 2012, mas não foi reconhecido pela ATP.
- Kovacs acredita que muitos jogadores ainda podem aumentar a velocidade de seus saques em até 10 mph (16 km/h) devido a fatores como técnica e condições climáticas.
Giovanni Mpetshi Perricard fez história ao registrar o saco mais rápido da história de Wimbledon, atingindo 153 mph (cerca de 246 km/h) em sua partida de primeira rodada contra Taylor Fritz. O feito ocorreu durante a edição de 2023 do torneio, que já conta com 148 anos de tradição. Esse novo recorde destaca a evolução dos saques no tênis, com jogadores cada vez mais potentes.
O francês, atualmente na 36ª posição do ranking mundial, atribui seu sucesso a uma técnica natural. “Não faço nada especial para ter um saque rápido. Apenas sigo o que aprendi”, afirmou Perricard. Contudo, a biomecânica do saque é um campo de estudo importante, como explica o ex-jogador e cientista do esporte Mark Kovacs. Ele detalha que o saque envolve oito componentes essenciais, desde a posição inicial até o término do movimento.
A Ciência por Trás do Saque
Kovacs enfatiza a importância da sincronização entre os movimentos. A técnica correta pode maximizar a velocidade do saque, e ele já trabalhou com grandes servidores, como John Isner, que detém o recorde oficial de 157,2 mph (253 km/h) desde 2016. O especialista destaca que a posição do quadril e a velocidade do braço são cruciais para um saque potente.
Outro jogador notável é Albano Olivetti, que, em 2012, lançou um saque de 160 mph (257 km/h) em um evento Challenger. Embora esse feito não seja reconhecido oficialmente pela ATP, Olivetti se orgulha de sua marca. Em Wimbledon 2023, seu saque mais rápido foi de 140 mph (225 km/h), mantendo-se entre os melhores do circuito.
O Futuro dos Saques no Tênis
A altura dos jogadores também influencia a potência do saque. Kovacs observa que jogadores mais altos tendem a ter vantagens, pois podem aplicar mais força e aceleração. No entanto, tanto Olivetti quanto Kovacs concordam que a técnica é mais importante que a estatura. Olivetti, que mede 2,03 m, destaca que a habilidade deve ser aprimorada desde cedo.
O futuro dos saques no tênis parece promissor, com a expectativa de que novos recordes sejam estabelecidos. Kovacs acredita que muitos jogadores ainda têm potencial inexplorado, podendo aumentar a velocidade de seus saques em até 10 mph (16 km/h). As condições climáticas e a evolução tecnológica também desempenham um papel significativo na velocidade dos saques, como evidenciado pelos resultados de Wimbledon deste ano.
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