- O tênis feminino no Brasil ganha destaque com as conquistas de Luísa Stefani e Beatriz Haddad Maia.
- Stefani e Laura Pigossi conquistaram medalha olímpica em Tóquio, enquanto Haddad Maia ocupa a 21ª posição no ranking mundial.
- São Paulo sediará um torneio da WTA após 25 anos, refletindo o aumento do interesse pelo esporte.
- Jogadoras enfrentam desafios financeiros, com Luiza Fullana mencionando que o prêmio não cobre os custos de viagem e hospedagem.
- A participação feminina nas aulas de tênis cresceu, com cerca de 45% dos alunos sendo mulheres, inspirando novas gerações.
O tênis feminino no Brasil vive um momento de crescente visibilidade, impulsionado pelas conquistas de jogadoras como Luísa Stefani e Beatriz Haddad Maia. A medalha olímpica de Stefani e Laura Pigossi em Tóquio e a ascensão de Haddad Maia, que ocupa a 21ª posição no ranking mundial, são marcos importantes para o esporte no país. Em setembro, São Paulo receberá um torneio da WTA após 25 anos, refletindo o aumento do interesse pelo tênis feminino.
Apesar do cenário positivo, as jogadoras ainda enfrentam desafios financeiros. Luiza Fullana, atual 546ª do ranking, destaca que o custo do esporte é elevado e muitas vezes elas precisam bancar suas próprias despesas. “O prize money não cobre os custos de viagem e hospedagem”, afirma. Para economizar, Fullana se hospedou na casa de uma amiga durante o Brasil Tennis Classic, torneio ITF W35 em São Paulo.
Jogadoras como Jennifer Rosa Dourado e Ana Candiotto também buscam alternativas financeiras. Dourado, que ficou afastada por um acidente, combina torneios interclubes com competições que valem pontos no ranking. “O dinheiro que recebo me ajuda a jogar mais semanas por ano”, explica. Candiotto, por sua vez, investe o que ganha em interclubes na Europa para viajar com sua equipe.
A crescente participação feminina no tênis é notável. Dourado observa que, nos últimos anos, o público feminino nas aulas de tênis aumentou significativamente. “Hoje, cerca de 45% dos nossos alunos são mulheres”, comenta. Essa mudança é vista como um reflexo da maior visibilidade das jogadoras brasileiras, que inspiram novas gerações, como a jovem Nathalia Tourinho, de 14 anos, que sonha em seguir os passos de suas ídolas.
O cenário atual do tênis feminino no Brasil é promissor, mas ainda exige esforço e criatividade das jogadoras para superar as barreiras financeiras e continuar a crescer no esporte.
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