- Damir Dzumhur, ex-número 23 do mundo, é atualmente o 56º colocado no ranking de tênis.
- Em 2022, ele foi diagnosticado com pancreatite aguda e passou 20 dias internado, incluindo seis dias na UTI em Paris.
- A doença o afastou de sua família e resultou em uma perda de 11 quilos.
- Após a recuperação, Dzumhur retornou ao circuito em agosto de 2022, ocupando a 243ª posição e, em 2023, alcançou o top 100.
- Recentemente, ele se destacou em Roland Garros, onde chegou à terceira rodada e venceu um set contra Carlos Alcaraz.
Cincinnati (EUA) – Damir Dzumhur, ex-número 23 do mundo e atual 56º colocado no ranking, superou desafios significativos em sua carreira, especialmente após ser diagnosticado com pancreatite aguda em 2022. O bósnio passou seis dias na UTI em Paris, onde enfrentou uma recuperação difícil, refletindo sobre a gravidade da situação: “Se eu não fosse jovem e saudável, não sei se teria sobrevivido”.
A doença surgiu de forma inesperada, afastando Dzumhur de sua família, que incluía seu recém-nascido filho, Luka. “O momento mais feliz foi quando pude vê-lo novamente no hospital de Belgrado”, relembra o tenista. Após mais de 20 dias internado e uma perda de 11 kg, sua prioridade se tornou a saúde, não o tênis.
Retorno às Quadras
A recuperação exigiu paciência e disciplina. Embora os médicos considerassem seu progresso rápido, Dzumhur sentia que cada dia era uma luta. “Quando finalmente ganhei peso e me senti mais forte, percebi que queria voltar a competir. Está no meu sangue”, afirmou. Em agosto de 2022, ele retornou ao circuito ocupando o 243º lugar no ranking, longe do top 25 que alcançou em 2018.
Com determinação, Dzumhur conseguiu resultados positivos e, em 2023, alcançou o top 100, aproximando-se do top 50. “Ainda me sinto bem fisicamente e motivado. Ver jogadores como Djokovic e Wawrinka atuando em alto nível me dá esperança”, disse o tenista de 33 anos.
Momentos Marcantes
Recentemente, Dzumhur teve uma performance notável em Roland Garros, onde chegou à terceira rodada e conseguiu tirar um set de Carlos Alcaraz, em uma partida que emocionou o público. Para ele, isso simbolizou mais do que uma vitória: “Estar saudável e jogar tênis é, para mim, o maior título que existe”. Com uma trajetória marcada por altos e baixos, Dzumhur valoriza sua recuperação e a chance de voltar a fazer o que ama.
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