- Maria Esther Bueno, considerada a maior tenista brasileira da história, completaria 86 anos neste sábado, com 19 títulos de Grand Slams e uma trajetória marcada por desafios.
- Em entrevista ao Lance!, o sobrinho Pedro Bueno revelou que, na época de carreira, ela viajava sem dinheiro e com passagem de ida, contando com a ajuda de amigos.
- Em uma viagem, uma adversária teriam furtado suas roupas, obrigando-a a lavar na pia do hotel para ter o que vestir nos jogos; segundo Pedro, “ela tinha apenas duas roupas para jogar”.
- A tenista tinha um forte vínculo com animais de estimação, que amenizavam a solidão das viagens; Pedro afirma que ela nunca teve tempo para namorados ou filhos, recorrendo aos pets.
- Maria Esther anotava detalhes de todas as partidas desde os 18 anos e, mesmo aos 70, lembrava de cada jogo; os ganhos eram de cerca de US$ 700 por ano, valor modesto diante dos padrões atuais, enquanto representava o Brasil em competições internacionais; havia encontros com o irmão Pedro durante torneios na Flórida.
Maria Esther Bueno, considerada a maior tenista brasileira da história, completaria 86 anos neste sábado. Com 19 títulos de Grand Slams, sua trajetória é marcada por desafios e superações. Em entrevista ao Lance!, seu sobrinho, Pedro Bueno, revelou detalhes inusitados da vida da tenista.
Durante sua carreira, Maria Esther enfrentou dificuldades financeiras. Viajava apenas com passagem de ida e sem dinheiro, contando com a ajuda de amigos para se manter. Em uma das viagens, uma rival furtou suas roupas, obrigando-a a lavar na pia do hotel para ter o que vestir nos jogos. “Ela tinha apenas duas roupas para jogar”, conta Pedro.
Além das adversidades, Maria Esther tinha um forte vínculo com animais de estimação. A solidão das viagens era amenizada pelo amor que sentia por seus pets, que se tornaram uma parte importante de sua vida. “Ela nunca teve tempo para namorados ou filhos, então se apegou muito aos animais”, afirma Pedro.
Lembranças e Registros
Outro aspecto interessante da vida de Maria Esther é seu hábito de anotar detalhes de todas as partidas que jogou. Desde os 18 anos, ela registrava informações sobre seus jogos, o que a ajudou a manter viva a memória de sua carreira. Pedro destaca que, mesmo aos 70 anos, ela lembrava de cada partida.
Os anos de luta e dedicação foram marcados por prêmios modestos. Maria Esther ganhava cerca de US$ 700 por ano, um valor irrisório comparado aos padrões atuais. Isso não a impediu de representar o Brasil com orgulho em competições internacionais, onde buscava sempre levar o nome do país ao reconhecimento.
Conexões Familiares
Maria Esther também aproveitava as oportunidades para se encontrar com seu irmão, Pedro, durante torneios na Flórida, onde ele estudava. As dificuldades eram constantes, mas a paixão pelo tênis e o apoio da família sempre estiveram presentes em sua trajetória.
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