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Público feminino cresce na F1, mas Interlagos continua inseguro

GP de São Paulo amplia proteção feminina: oito pontos de atendimento e 24 profissionais, QR codes nos banheiros, parceria com Instituto Gloria para a campanha Respect Woman

Grande Prêmio de São Paulo de 2025 (Foto: Vinicius Nunes / Agência F8 / Gazeta Press)
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  • A Fórmula 1 (Fórmula 1) tem visto a participação feminina crescer de 5% em 2004 para 37% em 2024 no Grande Prêmio de São Paulo, ainda com insegurança em Interlagos.
  • No GP deste ano houve parceria com o Instituto Gloria, oferecendo oito pontos de atendimento e 24 profissionais (psicólogos e assistentes sociais) para apoiar vítimas de discriminação.
  • Foram instalados QR codes nos banheiros femininos para denúncias rápidas, e a campanha Respect Woman foi ampliada com adesivos e ações de apoio no autódromo.
  • Beatriz Rosenburg, criadora da campanha, relatou assédio em 2013 e destacou a importância de dar voz a essas situações; Isabela Marques, colaboradora, ressaltou que identificar o assédio é crucial e que mais mulheres nas arquibancadas aumenta a sensação de segurança.
  • A organização do GP de São Paulo, em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos e a Secretaria Estadual da Mulher, implementa o Protocolo Não se cale para orientar estabelecimentos e eventos, com capacitação de colaboradores para identificar e ajudar vítimas de assédio.

A Fórmula 1 (F1) tem visto um aumento significativo na presença feminina, com a participação subindo de 5% em 2004 para 37% em 2024 no Grande Prêmio de São Paulo. Apesar desse avanço, muitas mulheres ainda se sentem inseguras no autódromo de Interlagos. Relatos de assédio e a necessidade de um ambiente mais seguro têm sido temas recorrentes entre as torcedoras.

Para o GP deste ano, uma parceria com o Instituto Gloria foi estabelecida, oferecendo oito pontos de atendimento e 24 profissionais, incluindo psicólogos e assistentes sociais, para apoiar vítimas de discriminação. Além disso, foram instalados QR codes nos banheiros femininos que permitem denúncias rápidas. A campanha Respect Woman, que visa combater o assédio, também foi ampliada, com adesivos e ações de apoio visíveis no autódromo.

Beatriz Rosenburg, criadora da campanha, compartilhou sua experiência de assédio em 2013 e destacou a importância de dar voz a essas situações. Isabela Marques, sua colaboradora, enfatizou que identificar o assédio é crucial, pois muitas mulheres não reconhecem essas situações como desrespeito. Ambas notaram um aumento no número de mulheres nas arquibancadas, o que, segundo elas, contribui para uma maior sensação de segurança.

Ações de Apoio e Segurança

A organização do GP de São Paulo, em colaboração com a Secretaria de Direitos Humanos e a Secretaria Estadual da Mulher, está implementando ações para garantir um ambiente mais seguro. O Protocolo Não se cale estabelece diretrizes para que estabelecimentos e organizadores de eventos ofereçam suporte adequado a mulheres em situações de risco. A capacitação de colaboradores em identificar e ajudar vítimas de assédio é um dos pontos centrais dessa iniciativa.

Com a crescente presença feminina nas corridas, iniciativas como essas são essenciais para garantir que todas as torcedoras possam desfrutar do evento sem medo. A mudança no cenário da F1 reflete não apenas um crescimento no público, mas também uma luta contínua por respeito e segurança.

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