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Profissionais destacam riscos e limitações da coluna retificada

Coluna retificada não encerra a carreira, mas impõe dor, limitações e exige reabilitação constante, treino coordenado e fisioterapia especializada

João Fonseca na vitória na estreia do US Open (Foto: Mike Lawrence/USTA)
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  • Médicos explicam que ter coluna retificada reduz a capacidade de amortecimento e pode limitar movimentos necessários para golpes no tênis, atingindo especialmente saque e forehand.
  • No caso de João Fonseca, a lesão por estresse envolve traumas repetidos na vértebra, com dor e desconforto, mas não deve encerrar a carreira.
  • A reabilitação é fundamental: fisioterapia especializada e fortalecimento muscular são os pilares; a cirurgia é considerada apenas em situações muito raras.
  • A ressonância magnética sem lesões graves é vista como positivo, porém o desafio é conciliar a recuperação com treinos e competições de alto rendimento.

João Fonseca revelou ter coluna retificada desde o nascimento, o que levanta dúvidas sobre seu desempenho nas quadras. Especialistas foram ouvidos para esclarecer riscos, limitações e possibilidades de continuidade na carreira.

Ortopedistas explicam que a condição reduz parte da capacidade de amortecimento. Saltos, aterrissagens e movimentos como saque e forehand podem transferir impacto direta às vértebras e articulações, limitando a amplitude de movimento e a fluidez dos golpes.

Um atleta com coluna retificada pode manter alto nível de performance, desde que haja trabalho constante e integrado da equipe multidisciplinar. A preparação física precisa ser minuciosa para compensar as limitações.

A lesão por estresse é diferente de fratura comum. Pequenos traumas repetidos consolidam a vértebra, gerando dor e desconforto. Ainda assim, o atleta de alto rendimento pode seguir competindo, desde que cuide da dor e da fadiga.

A reabilitação fisioterapêutica é apontada como caminho central para a recuperação. O desafio é conciliar treino, jogos e fisioterapia para não comprometer a evolução clínica durante a temporada.

Especialistas ressaltam que a ressonância magnética sem lesões graves é aspecto positivo. Contudo, o histórico de fadiga óssea exige atenção a lesões recorrentes e potencial queda de potência durante o retorno aos treinos.

Cirurgias aparecem como opção extrema e pouco comum. A maioria dos casos tende a privilégiar tratamento conservador, com foco em fisioterapia e fortalecimento muscular específico.

O alerta comum entre médicos é a necessidade de leitura atenta do histórico de fraturas por estresse. Jovens atletas podem manter a carreira, desde que recebam monitoramento, ajustes de treino e tratamento adequado.

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