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Quarentões da Superliga mudam conceito de longevidade no vôlei

Com 13 jogadores de quarenta anos ou mais, a Superliga redefine longevidade no vôlei, com treinos individualizados, alta tecnologia e foco na recuperação

Jaque atuou como líbero na estreia pelo Pinheiros
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  • Quarentões da Superliga somam treze atletas com quarenta anos ou mais disputando a elite do vôlei brasileiro.
  • Entre as mulheres, destacam-se Dani Lins (40, Sesi), Fabíola (42, Fluminense) e Tifanny (41, Osasco).
  • Entre os homens, aparecem nomes como central Riad (44, Suzano), oposto Eder (42, Sesi Bauru) e levantador Sandro (44, Vôlei Guarulhos).
  • Jaqueline, 41, retornou à Superliga B pelo Pinheiros após quatro anos afastada, atuando como líbero para reduzir o impacto nos saltos.
  • Especialistas ressaltam pilates, treino individualizado e tecnologia de monitoramento como aliados para ampliar a longevidade na carreira.

A elite do vôlei brasileiro passou a contar com 13 atletas de 40 anos ou mais na disputa da Superliga, desafiando a ideia de que a idade seria entrave ao alto rendimento. Entre as jogadoras, Dani Lins (40) no Sesi, Fabíola (42) no Fluminense e Tifanny (41) pelo Osasco aparecem como referências de longevidade. Entre os homens, destaque para o central Riad (44) do Suzano, o oposto Eder (42) do Sesi Bauru e o levantador Sandro (44) do Vôlei Guarulhos.

Na Superliga B, a bicampeã olímpica Jaqueline, 41, retornou às quadras após quatro anos afastada. Ela estreou pelo Pinheiros em dezembro, atuando como líbero nas primeiras partidas, após locomover de ponteira-passadora ao longo da carreira. A comissão técnica adotou esse ajuste para reduzir o impacto nos saltos e preservar o corpo da atleta.

Pesquisas médicas e tecnologia agroampliam a longevidade no esporte. Intervenções menos invasivas, monitoramento de sono, frequência cardíaca e gasto energético permitem treinamentos mais calibrados e menos arriscados. A médica Flávia Magalhães destaca a necessidade de análises biomecânicas para não sobrecarregar áreas vulneráveis durante explosões de jogo.

Do ponto de vista clínico, alterações hormonais e a recuperação ganham importância após os 30 anos, exigindo cuidado especial mesmo entre atletas de alto rendimento. A orientação é privilegiar a função cardiorrespiratória e ampliar estratégias de recuperação para sustentar a performance ao longo de temporadas.

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