- A Agência Mundial antidoping (Wada) disse que avaliaria qualquer caso relacionado a doping em saltos de esqui, após reportagens da Bild sobre supostas injeções na região genital para melhorar o desempenho.
- A Bild afirma que alguns saltadores teriam usado injeções de ácido hialurônico ou colocado argila na roupa para deixar o traje mais folgado durante as medidas.
- Os rumores surgem após suspensões de dois medalhistas olímpicos da Noruega e de membros da equipe por ajustes nas costuras da roupa na região da virilha durante o Campeonato Mundial de Esqui de 2025.
- Estudos citados apontam que mudanças no tamanho do traje podem reduzir o arrasto e aumentar a sustentação, impactando a distância de salto.
- O presidente da Wada, Witold Banka, disse que investigaria qualquer evidência de dopagem caso aparecesse, mas não havia detalhes confirmados no momento.
O World Anti-Doping Agency (WADA) confirmou estar avaliando rumores sobre o uso de injeções para alterar medidas de pilotos de salto de esqui. A informação apareceu após uma reportagem do Bild, que atribui às próprias equipes técnicas a prática descrita como “Penisgate”.
Segundo a publicação alemã, as alegações envolvem injeções de ácido hialurônico nos órgãos genitais para provocar medidas temporariamente maiores, o que renderia uma calça de salto mais folgada. A matéria cita ainda métodos alternativos usados para burlar o sistema de medição por scanner.
Historicamente, casos de ajuste nas roupas de salto geraram suspensões na NORUEga. No Campeonato Mundial de 2025, dois medalhistas olímpicos foram suspensos por três meses por modificar costuras da vestimenta no cavado. A comissão técnica envolvida foi punida por 18 meses.
Estudos citados pela imprensa apontam que cada centímetro de aumento na circunferência da vestimenta pode reduzir o arrasto em até 4% e aumentar a sustentação em cerca de 5%. A prática, se comprovada, poderia impactar o desempenho dos saltadores.
WADA e autoridades brasileiras buscam apurar a veracidade das acusações. O presidente da entidade, Witold Banka, disse que investigaria qualquer questão relacionada ao doping caso se confirme relação com o esporte. Banka ressaltou interesse de analisar o tema.
O diretor-geral da WADA, Olivier Niggli, afirmou não ter detalhes sobre o tema específico do salto de esqui, mas garantiu que, se surgirem indícios de dopagem, a agência analisará dentro de seus critérios. Niggli disse não ter conhecido as informações até serem apresentadas.
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